Por que criar uma loja corporativa de aplicativos?

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Milhões de pessoas no mundo utilizam todo tipo de aplicações para realizar diferentes atividades pessoais. O uso de aplicativos móveis encerrou o ano de 2013 com um aumento de 115% segundo dados da Flurry Analytics. Esta tendência está relacionada não apenas com as atividades da vida pessoal: muitas dessas aplicações são usadas para realizar ou dar suporte a algum processo das tarefas profissionais. É por isso que as grandes empresas têm em seus projetos de TI o desenvolvimento de uma loja de aplicativos corporativos que habilite um ambiente confiável para realizar o trabalho em qualquer momento e lugar.

Trata-se de uma nova tendência dentro das empresas, que permitirá aplicações móveis empresariais seguras e que suportem a continuidade dos negócios. De acordo com a última pesquisa da Citrix sobre mobilidade, 41% das empresas no mundo estão modificando os processos de gestão e virtualizando os aplicativos de trabalho e 47% estão implementando tecnologias para gerenciá-los.

A tendência de consumerização da TI tem levado à criação de uma ampla gama de aplicativos móveis desenhados para que os usuários sejam mais produtivos, permitindo acessar notas, editar documentos, manejar gastos e sincronizar arquivos em dispositivos móveis. Contudo, para os setores de TI, as aplicações podem significar um risco para os dados da empresa, a rede de trabalho e o cumprimento das normas corporativas. Neste sentido, a TI deve encontrar uma maneira de reduzir os riscos e permitir que os usuários tenham vantagens com os potenciais benefícios dos aplicativos móveis.

Criar uma app store não apenas atende às expectativas dos usuários como ainda permite que ele selecione e use os aplicativos desejados com apenas um clique, utilizando o melhor de cada aplicativo ou a soma de dois ou mais deles. Além de atender às necessidades de seus colaboradores, a empresa garante que todos os protocolos de segurança exigidos sejam cumpridos, já que os aplicativos estarão alocados no servidor da corporação. O Gartner estima que, em 2017, 25% das empresas terão lojas de aplicações corporativas. [1]

Uma solução comum para gestão e aplicativos móveis implica em seis outras etapas: identificar a aplicação, firmar contratos com o desenvolvedor dos aplicativos, obter os arquivos binários da aplicação, adotar o sistema de segurança, verificar o aplicativo e em seguida disponibilizá-lo para os usuários na loja de aplicativos corporativos. Este processo deve se repetir quando houver atualização do aplicativo ou do sistema operacional móvel, ou quando a segurança SDK do aplicativo é alterada. Entretanto, atualmente, um terceiro pode administrar esse processo por completo para a TI providenciar o suporte ponto a ponto, eliminando a complexidade de converter aplicativos móveis comuns em listas de aplicações para a empresa.

A mobilidade empresarial é um fenômeno que não vai parar e as companhias precisam de soluções completas para prover aos funcionários o acesso seguro aos aplicativos corporativos. Entre as preocupações mais frequentes da área de TI está a capacidade de gerenciar a informação de maneira segura em 46% e garantir a proteção dos aplicativos em 44%. Mas acessar a loja de aplicativos corporativos a partir do dispositivo preferido e encontrar listas de aplicações para realizar o trabalho, independentemente do lugar onde esteja, e baixar os protocolos de segurança da informação caso seja necessário, já é uma realidade para os profissionais.

Para mobilizar a força de trabalho é necessário mais do que gestão de dispositivos móveis: as empresas precisam contar com ecossistemas de soluções integradas que contemplem a administração dos aplicativos. Contar com uma loja de aplicações, amparada em soluções de virtualização e nuvem tem muitos benefícios, é possível reduzir custos de propriedade das aplicações na internet, garantir a disponibilidade sem interrupções e a segurança da informação.

*Luis Banhara é diretor geral da Citrix Brasil.

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