Larry Ellison deixa cargo de CEO da Oracle, mas permanece no comando do Conselho

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Larry Ellison concordou em renunciar ao cargo de presidente-executivo (CEO) da Oracle, depois de 37 anos no comando da empresa que ajudou a fundar em 1977. Ao mesmo tempo, o Conselho de Administração da companhia anunciou nesta quinta-feira, 18, que o executivo vai assumir o cargo de presidente-executivo do conselho, além de ser o novo diretor de tecnologia (CTO). Jeff Henley, que atuou como chairman da Oracle nos últimos dez anos, foi nomeado vice-presidente do conselho de administração da empresa.

Ainda de acordo com a empresa, o posto de Ellison será ocupado por dois executivos: Mark Hurd e Safra Catz, que foram promovidos a coCEOs. Ambos partilham o posto de copresidentes da Oracle desde 2010, quando Ellison contratou Hurd, depois que ele deixou a HP, após ter sido alvo de uma investigação por assédio sexual.

Em comunicado, Ellison ressalta que todas as outras relações de subordinação permanecerão inalteradas. "Nós três temos trabalhado bem juntos durante os últimos anos, e pretendemos continuar a trabalhar em conjunto para o futuro previsível. Manter esta equipe de gestão em vigor tem sido sempre minha prioridade", declarou o novo chairman da Oracle.

Wall Street não reagiu bem à notícia. As ações da empresa no chamado after-hours trading — negociação após o fechamento da Nasdaq —, nesta quinta-feira, fecharam a US$ 40,85, queda de 1,68% em relação ao encerramento do pregão do dia anterior.

Balanço financeiro

O anúncio da nova função de Ellison na Oracle foi feito junto com a divulgação dos resultados da companhia referentes ao primeiro trimestre do ano fiscal de 2015, encerrado em 31 de agosto. A empresa fechou o período com lucro líquido de US$ 2,2 bilhões, cifra estável em relação a obtida no mesmo trimestre do exercício fiscal anterior. Por outro lado, a receita, de US$ 8,6 bilhões, cresceu 3 %, frente aos US$ 8,3 bilhões contabilizados um ano antes.

A unidade de software respondeu pela maior fatia da receita totalizando US$ 6,6 bilhões, cifra 6% maior que a do primeiro trimestre do ano fiscal de 2014. Do montante total, US$ 4,7 bilhões foram obtidos com atualizações e suporte de software, aumento de 7%, e US$ 1,3 bilhão com novas licenças e assinaturas de software em nuvem, cuja receita recuou 2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Também registraram queda as áreas de sistemas de hardware, com 8% de recuo e receita de US$ 1,1 bilhão e de serviços, que totalizou US$ 855 milhões, recuo de 7% comparado a um ano antes.

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