Ex-presidente e dois diretores da Nortel são processados por fraude

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A polícia montada canadense entrou nesta quinta-feira (19/6) com processos contra três ex-executivos da Nortel Networks por práticas contábeis fraudulentas na época do estouro da bolha de internet em 2001. Além do ex-presidente Frank A. Dunn, que enfrenta sete processos, foram acusados o ex-diretor financeiro Douglas C. Beatty e o antigo controller Michael Gollogly.

As acusações resultam de um escândalo contábil ocorrido entre 2002 e 2003 que levou a fabricante de equipamentos de telecomunicações suspender os três executivos em abril de 2004 e que minou a confiança dos investidores na empresa. As alegadas fraudes ocorreram depois de uma reviravolta nas ações das empresas de tecnologia no período do estouro da bolha de internet. Durante esse período, a Nortel enfrentou uma fase de forte queda no valor de duas ações, a partir da qual ela nunca recuperou totalmente, resultando em prejuízos e demissões.

Depois de suspensos, os três executivos acabaram demitidos pela Nortel. Eles são acusados de realizar uma série de fraudes, que incluem a falsificação de livros fiscais e documentos e prospectos da empresa.

Kevin Harrison, agente da polícia montada encarregado do inquérito, declarou por meio de um comunicado que a força canadense trabalhou em conjunto com o escritório de Dallas do FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, bem como com a Securities and Exchange Comission (SEC), a comissão de valores mobiliários americana, segundo informações do jornal americano New York Times. Nortel tem como principal base de operações nos EUA o estado do Texas.

Em um comunicado, a companhia ressalta que colaborou plenamente com a polícia e que havia cortado todos os laços com os três acusados. "Nortel e seus funcionários estão totalmente determinados a competir e vencer no mercado e o processo aberto hoje pela polícia canadense não vai tirar o foco da empresa de continuar seu trabalho", diz o documento.

Os três executivos compareceram a um tribunal no subúrbio de Toronto, no Canadá, e foram liberados sob o pagamento de fiança.

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