EUA acusam oficialmente a Coreia do Norte como responsável por ciberataque à Sony

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O Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) vai acusar formalmente o governo norte-coreano como responsável pelo ciberataque à base de dados da Sony Pictures Entertainment, com o roubo de documentos e a destruição de dados, e que levou ao cancelamento da estreia do filme "A Entrevista", com Seth Rogen e James Franco, o que deve causar um prejuízo de cerca de US$ 200 milhões ao estúdio.

O DoJ e o FBI, a polícia federal americana, irão mostrar evidências que ligam o ataque à Coreia do Norte, segundo revelou um oficial dos EUA à Bloomberg News, que pediu para não ser identificado. A expectativa é que o presidente Barack Obama aborde o assunto em uma coletiva de imprensa agendada para a tarde desta sexta-feira, 19.

Depois do ciberataque e das ameaças feitas por hackers, a Sony Pictures decidiu cancelar a estreia do filme "A Entrevista", que trata sobre um plano de dois jornalistas recrutados pela CIA para exterminar o líder norte-coreano Kim Jong Un. O lançamento do filme também foi suspenso no Brasil, segundo a assessoria de imprensa do estúdio no país.

O grupo de hackers, autodenominado "Guardiães da Paz" (GOP), reivindicou a autoria do ciberataque e fez alusão aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, com ameaças de violência às pessoas que foram aos cinemas ver o filme.

Segundo a mesma fonte, a administração Obama está preparando uma "resposta proporcional" ao ciberataqu, mas o governo desconfia que a invasão aos sistemas da Sony Pictures pode ter sido concebida para provocar uma reação dos EUA em grande escala, disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, na quinta-feira, 18. "O ataque foi iniciado por um ator sofisticado e a investigação está fazendo progressos", disse ele, ao acrescentando que o caráter do ataque o torna uma questão de segurança nacional, não apenas de cunho econômico.

O prejuízo com o cancelamento do filme vem num momento ruim para o grupo japonês, que havia elevado, em setembro, a estimativa de prejuízo para o ano fiscal de 2014, a ser encerrado em 31 de março de 2015. Na época, a companhia previu um prejuízo de 230 bilhões de ienes (o equivalente a US$ 2,5 bilhões), cifra quase cinco vezes maior que a projetada quatro meses atrás, que era de 50 bilhões de ienes (US$ 467,5 milhões).

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