WEB 2.0 irá dobrar tráfego da internet até 2015

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O aumento das aplicações colaborativas por meio da internet e a expansão do uso de vídeo on-line devem fazer com que o tráfego nas redes cresçam 100% até 2015. Esta é a projeção feita nesta terça-feira (19/6) pelo presidente e CEO da Cisco, John Chambers, durante sua apresentação na NXTcomm 2007, congresso e exposição do setor de telecomunicações que acontece até esta quinta-feira (21/6), em Chicago (EUA).

Em sua palestra, o CEO da Cisco enfatizou as mudanças que a web 2.0 trará para o mundo das comunicações, e também chamou atenção para a necessidade de a indústria se adequar a essa maneira inteiramente nova de fazer o negócios, que tem justamente como foco a colaboração. ?Saber para onde esse mercado está indo, e que caminho a economia global está seguindo, diz respeito a nós. É entender como a colaboração e a web 2.0 mudarão os modelos de negócio, e não apenas sobre como permitir novas experiências de vida às pessoas.?

Ao falar sobre o novo universo das comunicações e do poder que ele está dando às pessoas para se comunicarem de maneira que não existiram até bem pouco tempo atrás, Chambers traçou um panorama sobre as novas tecnologias que irão nortear o que a Cisco chama de ?a vida conectada?.

Munido de data show, TV de alta definição e som de última geração durante a apresentação, ele mostrou, por exemplo, a possibilidade de uma pessoa ouvir uma canção em seu carro e, depois, ao sair, continuar escutando a música em seu handset para, finalmente, assistir a um vídeo em alta definição com a apresentação de uma banda musical tocando a mesma composição em seu home theater na sala de estar. Isso, com todas as aplicações funcionando como parte de uma única rede. Em outro exemplo mostrou um torcedor assistindo a um jogo de baseball ao mesmo tempo em que troca mensagens com um amigo sobre o resultado da partida e compra bilhetes para um outro jogo, tudo através da tela da TV.

O CEO da Cisco fez questão de ressaltar o sucesso de empresa em prever, com antecedência do de três a cinco anos do mercado, a migração de todos os serviços para a tecnologia IP e o uso da internet para melhorar a produtividade, automatizando processos e a comunicação interna.

Agora nesta segunda fase, Chambers prevê que ?a internet não terá mais o foco no indivíduo, como tantos apontam, mas será eminentemente voltada para a colaboração e o compartilhamento da informação, através das tecnologias de voz e vídeo, em vez das mensagens de texto como acontece hoje?. ?Ao mesmo tempo, nós necessitamos de uma definição mais ampla para a banda larga e achar um modo de torná-la mais fácil de usar. As pessoas cada vez mais querem acesso a qualquer coisa, em qualquer lugar, por meio de qualquer dispositivo, e isso precisa ser mais simples: um clique, uma resposta?, completa.

Chambers falou, ainda, sobre o avanço das redes de próxima geração IP (IP NGN), que, segundo ele, junto com as novas tecnologias, permitirão aos provedores oferecer uma gama enorme de serviços integrados e diferenciados a seus clientes, com elevado grau de personalização. Para ele, isso também significa mais liberdade e flexibilidade ao projetar as redes desses clientes. ?Os provedores de serviços estão tendo uma oportunidade única para levar o poder da informação e o entretenimento a seus clientes através de uma plataforma única?, finalizou.

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