Foxconn quer licenciar tecnologia da Sharp e não descarta comprar a fabricante japonesa

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A chinesa Foxconn, conhecida por fabricar dispositivos móveis da Apple, disse neste fim de semana que ainda está analisando oportunidades de investimento e de parceria, que podem incluir o licenciamento de tecnologia à fabricante japonesa de eletrônicos Sharp.

A declaração foi feita pelo presidente da Foxconn, Terry Gou, durante entrevista ao jornal japonês Weekly, quando disse que também planeja oferecer apoio financeiro à Sharp. "Qualquer investimento teria de ser baseado em resultados mutuamente benéficos, em especial, se a Foxconn terá o direito de participar na gestão dos negócios para alcançar o objetivo comum de crescimento e retorno sustentável do investimento", disse a Foxconn, em comunicado ao The Wall Street Journal, no sábado, 21.

Já há algum tempo Gou vem cortejando a companhia japonesa, pioneira na tecnologia de tela de cristal líquido usada em smartphones e televisores.

Uma fonte da Sharp em Tóquio, disse, no entanto, que a empresa não tinha sido contatada pela Foxconn. Mas acrescentou que a companhia irá considerar a assistência financeira da fabricante chinesa, mesmo porque ela já havia se comprometido há alguns anos a adquirir ações da Sharp ao preço de US$ 4,58 por ação. O preço dos papéis da Sharp tem caído desde então. Na sexta-feira, 20, as ações encerraram o pregão na Bolsa de Tóquio negociadas a 238 iene (cerca de US$ 2).

Na entrevista ao jornal japonês, Gou antecipou que a Foxconn irá fazer uma oferta de compra à Sharp e a seus principais bancos ainda neste mês. Nos últimos dois anos, o CEO da Foxconn tem dado várias entrevistas à mídia japonesa, incluindo os jornais Weekly Toyo Keizai e o Nikkei, nas quais tem destacado a importância estratégica da Sharp, que possui uma avançada fábrica de tela de cristal líquido.

Em março de 2012, a Foxconn havia firmado acordo para adquirir 10% de participação na companhia japonesa, por 66,9 bilhões de ienes (o equivalente a US$ 708 milhões), mas em 2013 o acordo foi rompido após os relatórios financeiros apresentarem resultados desanimadores, que levaram as ações da Sharp a desabarem.

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