Quoretech lança solução em nuvem da AWS que promete revolucionar o diagnóstico cardíaco

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Post content – Promover diagnóstico cardíaco melhorado e acessível é o objetivo da Quoretech, empresa nacional que criou uma tecnologia que une IoT e Inteligência Artificial em um dispositivo sem fios inovador, que faz  diagnósticos on line precisos, com mais conforto e melhor experiência para os usuários em relação às soluções existentes.

A tecnologia utiliza Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT) e sistemas distribuídos para produzir um diagnóstico com gráficos de frequências cardíacas, classificação dos batimentos para o relatório final e identificando ectopias ventriculares ou supraventriculares complexas, alterações do ritmo cardíaco e da repolarização ventricular, entre outras alterações.

Carlos Bassi, Co-founder e CEO da empresa, explica que o dispositivo funciona como um 3 em 1, tem a função holter, marcador de eventos, e telemetria, com possibilidade de realização de exames de 24 horas até 7 dias continuamente, transmitindo dados via mobile ou pela estação de recarga. A telemetria do coração é uma tecnologia que está ainda está começando a ser usada nos Estados Unidos.

Além disso, o dispositivo tem bateria recarregável, conecta-se ao aplicativo proprietário com diário de notas do paciente e é resistente à água,  trazendo maior conforto para a pessoa no dia a dia em comparação às soluções disponíveis no mercado, e está homologado pelo Inmetro, Anatel e Anvisa.

Projeto inovador

O projeto começou em 2018, com uma combinação que une junta um  sensor de IoT que transmite os dados via conectividade mobile ou por  uma solução de backend da Amazon Web Services (AWS), um dos primeiros a usar IoT na América Latina na área da saúde.

Bassi explica que o desenvolvimento da solução foi muito desafiador, pois o sensor captura 600 registros por segundos, o que se mostrou uma barreira extra, motivo pelo qual começou o relacionamento com a AWS. "Além da complexidade do hardware, tínhamos que resolver o problema de como consumir e processar os dados, ocasião que começamos a avaliar a tecnologia da AWS".

Usar o IoT core da AWS permitiu construir a infraestrutura tecnológica  que a Quoretech usa atualmente, preparada para o futuro com o 5G, além de ter resolvido também a questão do  armazenamento de dados, pois antes trabalhava com um banco de dados time series, que estourava os custos dos exames

"Com apoio da Enkel, parceiro da AWS, a Quoretech passou a utilizar outros componentes AWS, como o Amazon Simple Storage Service (Amazon S3), serviço que fornece armazenamento de objetos por meio de uma interface de serviço da web, que funcionou bem como uma alternativa econômica a um time-series database. Em 2020 começamos a fazer o shift para a infraestrutura AWS e fomos progredindo para o estágio da tecnologia que estarmos hoje", explica Bassi.

Hardware as a Service

A Quoretech tem atualmente 49 clientes e recentemente fechou um acordo expressivo com os Laboratórios Fleury, que está expandindo o uso do dispositivo para todas sujas unidades. "Isso vai gerar um grande volume de dados, por isso é importante o trabalho em conjunto com a AWS. Hoje, ainda em modo ramp up, já realizamos entre 1.500 a 2.000 exames mensalmente, e com a entrada do Fleury e a expansão acelerada da base de clientes, o volume deve multiplicar rapidamente. Se você não estiver preparado no back end, ter infraestrutura para suportar a demanda e ter elasticidade, vai pagar muito caro para processar esse volume", diz Bassi.

O foco de negócios da Quoretech são os grandes laboratórios de diagnósticos e hospitais; clínicas e consultórios menores, para os quais são disponibilizados os dispositivos no modelo de hardware as a service, incluindo o serviço de elaboração do relatório final (laudo).

"O dispositivo captura o dado, transmite via mobile ou por uma transmissão via docking station que usa o IoT core da AWS, ele é processado com uso de IA, e o resultado do pré-laudo é enviado para o cardiologista emitir o laudo para o paciente.

"Ou seja, além da inovação tecnológica temos inovação no modelo de negócios, para capturar uma demanda que está na ponta, diminuindo a jornada do cliente na busca de serviço diagnóstico e trazendo mais conforto na instalação do exame, efetivando mais rapidamente o diagnóstico pelo médico, diz Bassi.

Dispositivo

O sensor da Quoretech é  industrializado atualmente no polo tecnológico em Santa Rita do Sapucaí (MG), e a expansão da produção está em fase final de planejamento com a Leucotron, empresa parceira de manufatura da Quoretech no Brasil. O projeto começou com o desafio reduzir o consumo de bateria, mas tentativas de prototipagem no Brasil não foram bem-sucedidas. Na sequência, contratou uma empresa da China para o desenvolvimento da eletrônica e outra da Ucrânia, que colaborou no firmware para produção de uma bateria de longa duração num tamanho reduzido, o que era essencial para a viabilidade do produto, onde foi utilizada uma tecnologia embarcada que vai em drones.

"O desafio é ter autonomia de bateria que possibilite exames de longa duração e que suporte a quantidade de dados que se captura, num tamanho ideal. O desenvolvimento da tecnologia projeto é 100% da Quoretech, mas esse é um projeto global não só do ponto de vista da solução. Nossa, cuja expansão internacional deve começar no ano que vem. As vezes temos a sensação que estamos na contramão da história, tecnologia desenvolvida no Brasil na área de saúde com ambição internacional é incomum no mercado", enfatiza Bassi. "Precisamos ampliar a utilização da solução para os exames de longa duração, o que não é muito comum no Brasil, onde os médicos necessitam saber que é possível fazê-lo a custos adequados     ".

"Nosso trabalho em conjunto com a AWS está crescendo com ampliação de uso de storage, de ferramentas de analytics e também para ganhar mais escala a fim de reduzir os custos para oferecer a solução em regiões que não conseguem pagar os exames", finaliza Bassi.

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