Silos: quando a estratégia de cloud se torna um pântano de dados

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Seguindo a tendência dos últimos anos, os investimentos em TI continuarão em alta ao longo dos próximos meses. De acordo com uma previsão do Gartner divulgada em abril, os investimentos em TI por empresas no mundo inteiro devem atingir a marca de 4 trilhões de dólares até o final de 2021. Essa notícia é um sinal de que clientes e fornecedores estão no caminho certo, mas é fundamental olhar tanto para a popularidade do que está no mercado quanto para os obstáculos que podem surgir.

Ao planejar os investimentos, as empresas precisam analisar o próprio ambiente para adotar soluções capazes de eliminar os problemas existentes e, ao mesmo tempo, estarem preparadas para os desafios iminentes trazidos pelo rápido avanço da transformação digital. Esse é um ponto delicado, principalmente quando se trata da nuvem, um fator que se tornou essencial para os negócios.

Quando as empresas têm várias implementações em nuvem, podem surgir silos que mantêm os dados separados. Em alguns casos, a divisão desses dados é proposital, mas, no geral, cada vez que se cria uma instância de nuvem, uma barreira se ergue entre esses dados e os dados corporativos. O fator mais preocupante por não conseguir lidar com esses silos é a dificuldade com a portabilidade dos dados, impedindo que sejam utilizados para fornecer insights significativos.

Ou seja, elas possuem informações valiosas que poderiam melhorar a experiência, criar serviços e expandir a base de clientes, mas não conseguem gerenciá-las de forma correta, e acabam se deparando com dados tão isolados que o valor deles para os negócios cai drasticamente. Isso significa que essas empresas acabarão estagnadas em um pântano de dados – e isso é tão assustador quanto parece.

Ambientes em silos se tornam complexos e impedem a integração e o monitoramento que são tão importantes para a TI e para os resultados das operações. Superar esses desafios em nuvem exige o desenvolvimento de uma arquitetura de dados robusta, capaz de desacoplar apps e dados da infraestrutura para obter uma plataforma flexível, simples e portátil para evitar que as empresas fiquem presas a um modelo único de entrega.

Trabalhar com uma arquitetura multi-cloud é uma mão na roda para utilizar as melhores ofertas de diversos provedores de serviços em nuvem. Além disso, reduz a dependência do fornecedor, melhora a redundância e permite que as empresas escolham os recursos de acordo com as necessidades das operações. É importante colocar em prática uma estratégia multi-cloud para garantir a combinação ideal de segurança, desempenho e economia. E essa estratégia deve incluir as ferramentas e tecnologias que consolidam os recursos da nuvem, seja pública, privada ou híbrida, em uma interface unificada e coesa para gerenciar a infraestrutura de cloud.

O foco em transformação digital como o combustível para acelerar o crescimento é um tiro certeiro das empresas, mas confiar na infraestrutura legada é limitar essa capacidade de transformação. A mudança precisa ser completa e começa na base. E a solução para aproveitar o verdadeiro poder da nuvem está no ambiente híbrido e multi-cloud, integrado a um gerenciamento simplificado, que é o único capaz de eliminar o crescimento dos silos de dados.

Paulo de Godoy, country manager da Pure Storage.

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