CESAR e parceiros propõem estratégias para criação de políticas públicas para IoT no Brasil

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O Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), em parceria com o TecnoPuc, parque científico e tecnológico da PUC do Rio Grande do Sul, o Núcleo de Gestão do Porto Digital (NGPD), a Porto Marinho e o CIFS, um think tank dinamarquês, lançaram o PoETAS.IT (Políticas e Estratégias para Tecnologias, Aplicações e Serviços para a Internet de Tudo), documento consolidado com uma série de estratégias para políticas públicas para o incentivo à difusão da Internet das Coisas no Brasil.

O material é fundamentado em diversos estudos dentro e fora do país, e apresenta como possíveis estratégias uma lista de dimensões de atuação pública para que a Internet das Coisas seja amplamente difundida e mais ricamente explorada.  O consórcio também aborda os impactos da IoT na economia, no dia a dia da sociedade e principalmente no setor produtivo brasileiro. Para se ter uma ideia da dimensão e importância do assunto, estima-se que a IoT irá gerar até 2025 um impacto de mais de US$ 11 trilhões na economia mundial.

"Acreditamos que a riqueza de conhecimento e diversidade do time que construiu o PoETAS.IT confere ao documento respaldo para que seja um norte estratégico para a criação de políticas públicas para a Internet das Coisas no Brasil", ressalta Eduardo Peixoto, executivo chefe de negócios do CESAR.

Ao iniciar os trabalhos de elaboração desta proposta, a equipe do PoETAS.IT procurou avaliar o que já existia em termos de políticas públicas de impacto econômico desenvolvidas nos últimos anos no Brasil e no mundo, para entender, do ponto de vista da economia global e crescimento sustentável, o fenômeno e os impactos potenciais da Internet das Coisas. Este levantamento inicial foi a base e um dos principais elementos para tornar possível a definição de uma visão estratégica para a implantação e difusão da IoT no Brasil.

IoT em serviços

Segundo o IBGE, o setor de serviços representa 72% do PIB nacional. Diante deste cenário, o setor desempenha um papel estratégico para o desenvolvimento de diversos segmentos econômicos de todo o Brasil. "Os serviços são parcelas crescentes do valor adicionado aos bens manufaturados. Vemos o quanto a indústria e os serviços são complementares e se beneficiam um do outro. Mercados em rede para mobilidade pessoal, baseada em automóveis de terceiros como o Uber, é um exemplo disso. E o PoETAS.IT traz então, um novo olhar sobre a importância deste setor e suas transformações para a economia". completa Peixoto.

Com a Internet das Coisas, novas e lucrativas oportunidades também surgem no mercado, como as startups. Segundo a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e do Serviço Brasileiros de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o faturamento de empresas apoiadas por incubadoras já ultrapassa R$ 15 bilhões anuais. O setor ainda gera cerca de 55 mil empregos diretos. O mercado é considerado bastante promissor pela diversificada cadeia que fomenta, além das oportunidades de produtos, serviços e soluções que apresenta.

"Vemos que há muitos novos negócios quando falamos em internet das coisas, principalmente se alinharmos às políticas públicas. Há muito tempo já se discute o fomento das indústrias, mas neste documento se aborda o setor de serviços como locomotiva da economia. O momento atual é muito propício para a mobilização do assunto, que deve envolver não só os setores público e privado, mas também os hubs de inovação e universidades", comenta Peixoto.

O PoETAS.IT foi concebido sob licença creative commons, ou seja, desde sua concepção foi pensado para ser um documento aberto à sociedade para que possa evoluir e ser implementado por qualquer cidade ou país do mundo. O material se encontra no link http://cesar.org.br/poetas.it/visionstatement e qualquer pessoa ou instituição pode enviar sugestões de melhoria ou complementação. "É um documento vivo. Esperamos que colaborativamente a própria sociedade possa se envolver no assunto, e definir juntamente com os integrantes do consórcio, estratégias de políticas públicas que beneficiem o Brasil e o coloquem no mesmo passo de potências de primeiro mundo no que se trata de IoT, mas respeitando as peculiaridades e contexto inerentes ao nosso país." finaliza Peixoto.

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