Facebook vai flexibilizar regras de privacidade do WhatsApp para monetizar o aplicativo

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O Facebook está preparando o terreno para monetizar WhatsApp por meio da flexibilização das regras de privacidade para que os dados mais de seus mais de 1 bilhão de usuários possam ser usados pelo Facebook para incrementar a publicidade móvel. Este o primeiro passo da rede social para monetizar o serviço, desde que o CEO Mark Zuckerberg pagou US$ 22 bilhões pelo seu aplicativo de mensagens em 2014.

O WhatsApp anunciou a mudança nos termos de sua política de serviço nesta quinta-feira, 25. Entre as modificações está a permissão para que empresas se comuniquem com os usuários, incluindo lembretes de compromissos, notificações de entrega e de envio e ações de marketing. Em um post em seu blog oficial, o WhatsApp disse que vai estar testando os recursos ao longo dos próximos meses.

Segundo analistas, a mudança na política de privacidade pode ajudar o WhatsApp a gerar mais receita, mas também pode irritar os usuários com forte posicionamento sobre privacidade. Quando o aplicativo foi adquirido pelo Facebook em 2014, o cofundador Jan Koum prometeu o serviço não iria alterar a forma como lida com os dados do usuário. Agora, o WhatsApp diz que vai começar a compartilhar mais informações sobre os seus "clientes" com a "família Facebook." Os dados, incluindo número de telefone de uma pessoa, poderão ser usados para melhorar a visualização de anúncios quando o usuário visitar o Facebook ou o Instagram.

Facebook adquiriu o WhatsApp por US$ 19 bilhões em 2014, mas o preço do negócio final subiu para US$ 22 bilhões por causa do aumento no preço das ações do app de mensagens. Os investidores têm demonstrado ansiedade para que Zuckerberg adote medidas para que o negócio gere receitas. Vários serviços de mensagens na Ásia, mais notavelmente o WeChat na China, abriram com sucesso suas plataformas para que as empresas possam interagir com os usuários. É uma estratégia que Facebook também adotou com o aplicativo de comunicação Messenger.

Em seu post, WhatsApp também reiterou o compromisso com a criptografia, assegurando que nenhum usuário é capaz de ver o que os demais estão dizendo um ao outro. A política de privacidade tem colocado a empresa em desacordo com autoridades nos EUA e na Europa, que querem ter a possibilidade de interceptar a comunicação de potenciais terroristas. Com agências de notícias internacionais.

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