Sandisk propõe a operadoras venda de aplicativos via cartão de memória

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A Sandisk, uma das principais fabricantes mundiais de cartões de memória e dispositivos de armazenamento, está trazendo ao Brasil um modelo novo de comercialização dos cartões em si e conteúdos para as operadoras móveis. A proposta é que as operadoras móveis utilizem a capacidade de armazenamento do celular como um diferencial competitivo na venda dos aparelhos. Assim, em vez de oferecer aos assinantes handsets com capacidades de armazenamento mais elevadas, as operadoras comprariam junto aos fabricantes aparelhos dos mesmos modelos mas com menos memória embarcada (que tendem a ser significativamente mais baratos) e ofereceriam aos assinantes o upgrade com um cartão avulso. Segundo Luiz Tales, gerente de vendas para a América do Sul da Sandisk, essa é uma solução que tem sido adotada em outros países e permite às operadoras se diferenciarem nas ofertas comerciais em relação a suas concorrentes, mesmo trabalhando com o mesmo portfólio de aparelhos.
Mas o mercado de venda avulsa de cartões de memória para celular tem um outro potencial, ainda maior, que segundo a Sandisk ainda não está sendo explorado por aqui mas que deve acontecer em breve: a venda de conteúdos e aplicativos já embarcados nos chips de armazenamento. Hoje, praticamente todos os smartphones do mercado trabalham com slot para expansão de memória no formato MicroSD (cuja patente pertence à Sandisk mas que é utilizada por todos os outros fabricantes), que já chegam a 32 Gb. Segundo Tales, a Sandisk já desenvolveu tecnologia para que os aplicativos embarcados possam ser automaticamente instalados no celular assim que o cartão é conectado, dependendo apenas da autorização do usuário. Com isso, é possível colocar uma grande quantidade de aplicativos sem obrigar o assinante a utilizar a rede de dados ou assinar lojas de aplicativos. A maior parte dos aplicativos que já podem vir embarcados nos cartões da Sandisk são para plataforma Android, mas há a possibilidade de que aplicativos para Symbian e outros sistemas operacionais também sejam embarcados nos chips. Exceto o iPhone, que não tem expansão de memória e exige que os aplicativos sejam baixados da App Store. Segundo Luiz Tales, a Sandisk já planeja vender cartões de memórias com aplicativos e conteúdos embarcados.
A dificuldade para emplacar o modelo no Brasil, diz Tales, é que as operadoras têm procedimentos logísticos de distribuição de aparelhos que exigem um acompanhamento pelo número de série, e cartões de memória não têm essa informação. Além disso, nem todas as operadoras trabalham com a venda de aparelhos, ainda que elas aprovem os modelos que serão comercializados pelas revendas.

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