Blockchain empodera o paciente na era digital

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Embora conservador, o setor de saúde já começa a perceber os impactos da revolução digital e o blockchain pode ser uma das soluções para mudar as regras e modelos de negócios, onde o paciente passa a ser o ator principal e dono das informações, decidindo se compartilha ou não com as instituições de toda a cadeia de saúde (hospitais, operadoras, clínicas e cooperativas).

Esse foi o tema abordado por Guilherme Rabello, gerente comercial e de Inteligência de Mercado do InovaIncor, núcleo de inovação do InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP) e da Fundação Zerbini,  durante o painel  2ª edição do Fórum Blockchain, organizado ela TI Inside, no Hotel Blue Tree Morumbi, em São Paulo, realizado nesta terça, 28.

"Estamos num ponto de transformação na área da saúde, uma vez que há  um aumento significativo na adoção de aparelhos e aplicativos que farão algum tipo de medidas na telemetria na saúde. Por isso, há um forte crescimento no blockchain of things porque esse registro de dados passa a ter uma validade nas informações dos pacientes, usuários naturais dos smart  wearables, dispositivos que irão gerar informações para a saúde", observa.

No entanto, ele reforça que apesar de muitas promessas, na área da saúde existem algumas barreiras, ainda que atualmente a mobilidade, redes sociais, genômica, avanços nas tecnologias de imagem, entre outras ferramentas o setor de saúde passa por uma grande mudança, saindo da era da doença para análises preditivas para preveni-las.

Dessa forma, o blockchain é uma solução disruptiva, onde os dados deixam de ser proprietários das instituições de saúde e passam a ser exclusivos dos pacientes.  Mas o blockchain só fará sentido se estiver associado aos smart contracts e ao conhecimento de saúde. Assim, o bitcoin será cada vez mais um coadjuvante para o desenvolvimento dos blockchains e isso já é uma realidade.

Segundo ele, o futuro pertence aos health tokens, o que significa que os pacientes serão remunerados por seguirem as prescrições e orientações médicas. "Nesse caso, o paciente deve ter um banco de dados suportado pelo blockchain, onde ele é o centralizador da informação. Se você cria uma espécie de healthcoin, o paciente pode ganhar um desconto, por exemplo, dentro do plano de saúde, para acompanhar a orientação médica a um determinado paciente que passou numa consulta, recebeu uma prescrição médica e acompanha se ele está seguindo ou não".

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