Publicidade
Início Blogueria Migrando da TI tradicional para Cloud Computing

Migrando da TI tradicional para Cloud Computing

0
Publicidade

O mercado da tecnologia da informação aponta que já não é de hoje que muitas empresas têm como objetivo ter seu ambiente na nuvem. No entanto, por um bom tempo será necessário conviver com ambientes híbridos com alguma combinação de software como serviço (SaaS), a adoção de Plataforma como serviço (PaaS), a utilização de Infraestrutura como serviço (IaaS) e algumas aplicações legadas em seu Datacenter local.

Hoje, além de custos atraentes existem também questões como praticidade, facilidade de expansão e redução de headcount como motivadores para se adotar Cloud, mas a migração da TI tradicional para Cloud vem abrindo discussões e desafios para os quais as empresas nem sempre encontram resposta e resolução. Vivemos em um mundo onde análise de dados em tempo real aumenta a cada dia, aplicações móveis e governança rigorosa trazem o desafio às organizações de gerenciar um ambiente complexo de dados que estão localizados em diferentes datacenters com características distintas.

O problema é como integrar tudo isso de forma segura e fornecer dados para fins analíticos sem que seja ferida a governança imposta pela corporação?

Nesse novo mundo hibrido vamos conviver com dados fragmentados em múltiplas nuvens sejam elas privadas, públicas, aplicações SaaS ou IaaS.

Não somente os dados tendem a ficar mais fragmentados do que nunca, como também estarão armazenados fora do firewall local causando temores de como será a segurança e como serão geridos os dados sensíveis da empresa.

Como as empresas terão que conviver com seus dados e processos entre estes três grandes ambientes (nuvem privada, pública e datacenter local) faz-se necessário ferramentas que permitam uma visão consolidada de seus dados e uma estratégia de gerenciamento da informação combinada a um conjunto de ferramentas que possam suportar a agilidade e demanda dos negócios sem perder o controle dos dados críticos alinhados à governança e segurança da informação estabelecida pela empresa.

Qual o cenário?

De acordo com o Gartner, só o mercado de serviços em nuvem pública deve crescer 21.4% em 2018 no mundo, movimentando mais de US$186 bilhões. Isto significa um aumento considerável em comparação aos US$153,5 bilhões do último ano. Pesquisas realizadas pelo Gartner também prevê que automações baseadas IOT, Cloud Computing e plataformas cognitivas, serão responsáveis por uma redução de 60% nos custos de soluções de TI nos próximos anos. Especialistas afirmam que com a chegada destas novas tecnologias, pode até mesmo anunciar o fim da terceirização como a conhecemos.

Com a diversidade de sistemas e ambientes, custos de manutenção crescentes para manter a TI, a operação em Cloud chegou como uma alternativa lógica. Inicialmente muitos enxergaram e imaginaram que tudo poderia ser movido para a nuvem de forma rápida e simples o que infelizmente não é possível.

Uma estratégia mais adequada é a mudança de forma gradativa para Cloud, adotando-se a estratégia hibrida colocando dados diferentes em lugares diferentes (Cloud pública, privada ou on-premises), dependendo das características de seu ambiente tecnológico e suas necessidades.

Por exemplo um banco pode manter os dados dos seus clientes em seu datacenter no modelo on-premises de forma a garantir o controle e segurança da informação atendendo às demandas regulamentares e tranquilizando seus clientes.

Por outro lado, uma empresa de venda de ingressos para shows pode mover seu sistema de reservas para uma nuvem privada, possibilitando a ela escalabilidade, bem como segurança para que possa lidar com um grande número de pedidos sem se preocupar com golpes ou perda de dados, torná-lo mais barato e garantir escalabilidade para subir e desligar novos serviços conforme sua demanda.

Em uma empresa global de serviços, pode-se optar por mover seus dados do dia a dia (vendas e marketing, por exemplo) para uma nuvem pública, permitindo que seus funcionários acessem as principais informações onde quer que estejam de forma ágil e prática em qualquer lugar do mundo.

Qual o problema?

Até certo ponto, Cloud é uma tecnologia de fácil adoção para novas aplicações, uma vez que não requer instalação de nenhum hardware na maioria dos casos. Certamente este foi um dos fatores que motivou muitos a adotarem a nuvem em suas empresas. Obviamente devemos sempre considerar uma estratégia corporativa para esta adoção, com alinhamento com a equipe de TI.

Muitas vezes isso pode beneficiar um departamento isoladamente, mas que provoca uma dor de cabeça frequente levando-se em consideração a empresa como um todo, uma vez que se implanta uma nova base de dados em uma nova estrutura que não será facilmente integrada e aderente à política de gestão e governança.

Todos na empresa agora podem acessar a informação que está espalhada por diversos ambientes, isso pode soar muito eficiente e moderno, mas ele vem com um preço. Manter os dados da empresa em diferentes locais (on-premises, Cloud pública e privada) torna muito mais difícil para se obter uma visão única sobre a informação qualquer que seja a tecnologia adotada. Por esse motivo um projeto bem estruturado de implemtenção é extremamente importante no seu caminho de migração da TI tradicional para Cloud.

Esse caminho deve ser trilhado direcionado por uma estratégia corporativa. A empresa precisa ter controle e visão abrangente dos dados operacionais de suas áreas para conduzir novas iniciativas estratégicas e eficiência operacional analisando toda a massa de dados de sua corporação de forma integrada.

Se o departamento de vendas não pode usar dados do marketing, por exemplo, ou se finanças não pode acessar a base de dados dos clientes, cada departamento vai perder informações que poderiam beneficiar a empresa como um todo. Afinal, quanto mais você sabe, mais precisa e eficaz será sua estratégia.

Mas ambientes distintos de nuvem híbrida e on-premises não são apenas um problema para a eficiência operacional. A segurança pode ser comprometida pelo excesso de segmentação dificultando o gerenciamento dos dados. Usando várias nuvens e soluções on-premises aumentamos a vulnerabilidade pois temos mais pontos de entrada e saída de dados. Se não for devidamente monitorado, isto irá expor a empresa a riscos desnecessários.

Qual a solução?

As organizações precisam de uma estratégia de migração do seu ambiente de TI tradicional para o modelo de nuvem híbrida combinado com on-premises com cautela para evitar essas armadilhas.

A boa notícia é que embora possamos trabalhar com nuvens distintas em nosso mundo híbrido (mesmo com aplicações isoladas de RH, marketing, vendas e assim por diante), no sentido técnico não há “isolamento” da informação caso seja implantada uma estratégia corporativa e não feito de forma separada por setores sem alinhamento com uma estratégia. É necessário que as implantações sigam um padrão para obter informações das múltiplas nuvens em um único sistema de leitura de dados para análise e tomada de decisões sejam elas comerciais, operacionais ou estratégicas (Seja bem-vindo ao mundo do Big Data).

Com isso em mente as empresas devem ter definida a estratégia de migração do ambiente de TI tradicional para Cloud e também a estratégia de gerenciamento de dados em conjunto com ferramentas para integrar e monitorar dados de toda a sua infraestrutura na nuvem híbrida, on-premises e disponibilizá-los para análise e utilização pelas pessoas e aplicações.

Onde quer que se originem os dados, sejam on-premises, aplicações SaaS ou em um servidor de nuvem privada ou pública, as empresas devem ser capazes de consulta-los sob um processo de gestão unificada para que possam obter o máximo de informações relativos ao seu negócio e permanecer em conformidade com suas políticas de segurança da informação e compliance.

Tendo assim uma visão holística dos dados, o que lhes permitirá tomar decisões com base no conhecimento dos negócios de toda a empresa e não analisando dados isolados por departamentos.

Finalmente, é essencial controlar os dados onde quer que eles trafeguem para garantir que estão seguros em sua origem e também no seu destino.

A estratégia e implementação adequadas do gerenciamento de dados em diversos ambientes é sensível e obrigatório em nuvens hibridas para que sejam seguros e eficientes. Se sua empresa está planejando ou migrando seu ambiente de TI tradicional para um ambiente hibrido e deseja ter a visão de todos seus dados de forma única, deve observar e considerar todos esses pontos de forma abrangente ou correr o risco de ser prejudicada por informações de dados insuficientes ou mesmo mantê-los de forma insegura.

Rogério Falzoni, diretor comercial e head de Cloud Computing Services da ConnectCom.

SEM COMENTÁRIOS

Deixe seu comentário

Sair da versão mobile