Oracle, Microsoft e IBM estão entre potenciais compradores da Salesforce, aponta site

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Embora tenham circulado rumores na quarta-feira, 29, dando conta que a Salesforce.com teria contratado consultores financeiros para se defender de eventuais ofertas hostis, depois de ter sido abordada por um potencial comprador, uma onda de boatos no mercado dá conta que a fornecedora de software online de CRM está conversando com alguns potenciais compradores. A empresa não confirmou, mas também não desmentiu nenhuma das duas informações.

O Business Insider, um dos mais importantes sites de negócios dos Estados Unidos, citando fontes próximas às negociações, publicou nesta sexta-feira, 30, uma lista de empresas que teriam demonstrado um claro interesse na Salesforce. Entre os potenciais compradores, o site cita a Microsoft, Google, IBM, SAP e Oracle. Esta última, por sinal, é apontada por investidores e analistas como a favorita na corrida para adquirir a empresa, em uma transação que pode girar em torno de US$ 50 bilhões. Caso se concretize, esta será a transação mais cara de todos os tempos para aquisição de uma fabricante de software.

As razões elencadas por eles vão desde o fato de o fundador e CEO da Salesforce, Marc Benioff, ter ocupado um alto cargo executivo na Oracle até a proximidade com Larry Ellison, fundador e presidente da companhia. A relação entre os dois levou Ellison, inclusive, a colocar US$ 2 milhões na Salesforce, embora mais tarde ele tenha sido expulso do Conselho de Administração da companhia quando Benioff descobriu que ele tinha desenvolvido um produto concorrente. Apesar disso, eles mantêm uma relação amigável.

Outro motivo apontado pelos analistas é de cunho financeiro. A Oracle tem US$ 13,7 bilhões em caixa e outros US$ 30 bilhões em títulos e ações que poderão ser convertidos em dinheiro rapidamente. Além disso, o seu endividamento é de US$ 10 bilhões, o que é considerado baixo para uma empresa de seu porte.  A Oracle também está tentando consolidar o seu negócio na nuvem e, recentemente, declarou que espera adicionar mais de US$ 1 bilhão em novos contratos de nuvem neste ano.

Mas o dado mais importante, segundo os analistas, é que a Oracle tem muita experiência nos complicados processos que envolvem uma oferta hostil. Em 2003, depois de receber uma oferta da Oracle e recusá-la, junto com outras três investidas, a PeopleSoft levou o caso à Justiça. Após mais de um ano de discussões e disputas acaloradas, ela acabou concordando em ser adquirida pela fabricante de software.

Dois coelhos com uma cajadada

Estratégica e financeiramente, outra forte concorrente é a Microsoft. Com US$ 95,4 bilhões em caixa e em investimentos de curto prazo, a gigante do software mataria dois coelhos com uma cajadada com a compra da Salesforce: impulsionaria seu negócio de nuvem e incrementaria enormemente as vendas do Office 365, seu pacote de produtividade oferecido online. Aliás, Benioff tuitou na manhã de quarta-feira, 29, na conferência de desenvolvedores Build, da Microsoft, realizada em San Francisco, que as duas empresas firmaram uma parceria recentemente, sem detalhar o que seria.

Para o Google, que vem tentando fazer com que seus serviços de nuvem consigam competir com os da Amazon, IBM e Microsoft no mercado corporativo, mas sem obter sucesso até o momento, a aquisição da Salesforce seria uma combinação perfeita, também em razão de sua estratégia de fornecer tudo através da web. A compra ajudaria ainda o site de buscas a fazer frente à queda na receita com publicidade online, dizem os analistas. O Google hoje tem US$ 64,4 bilhões em caixa e títulos negociáveis.

Dentro do páreo

Com menos dinheiro no bolso, mas nem por isso fora do páreo, estão a IBM e SAP. A IBM, que colocou a computação em nuvem no foco de sua estratégia, tem cerca de US$ 8,8 bilhões em caixa, mas pode conseguir financiamento para a aquisição, já que se trata de uma companhia extremamente sólida e com muito crédito no mercado. Recentemente, ela declarou que seu negócio de nuvem está próximo de faturar US$ 7,7 bilhões neste ano.

Já a SAP, com US$ 5 bilhões em mãos, teria de assumir uma dívida bastante pesada para comprar a Salesforce. A gigante alemã, que lidera o mercado de software de gestão empresarial para grandes empresas, tem como carro-chefe o seu banco de dados em memória Hana, que concorre mais diretamente com a Oracle, e não com empresas de computação em nuvem. Ainda assim, a compra de Salesforce seria uma maneira rápida de obter relevância no mercado de nuvem.

Apesar do silêncio das empresas sobre o assunto, analistas avaliam que algumas propostas devem estar chegando à mesa do board da Salesforce. Segundo eles, está tudo muito quieto, e quando isso ocorre é porque alguma coisa está prestes a acontecer.

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