Em parceria com a WDC Networks, ClickIP constrói datacenter e backbone em Manaus (AM)

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Quando os dois empreendedores Neilson Reis e Maykon Souza uniram-se em sociedade para fundar o Grupo ClickIP, em 2016, o objetivo era reunir as carteiras de assinantes de Internet de Manaus das suas empresas individuais, para criar mais volume de tráfego, negociar melhores custos de capacidade de trânsito IP, alcançar requisitos para CDNs e melhorar a experiência dos seus clientes. Hoje, passados sete anos, eles estão construindo o maior datacenter comercial da Região Norte e expandindo seu backbone, indo de Porto Velho (RO) à Araraquara (SP) em rede OPGW na linha de transmissão, e tudo isso com o auxílio do modelo de negócios Technology as a Service (TaaS), viabilizado pela WDC Networks – empresa de tecnologia focada nos setores de Telecomunicações, Energia Solar e Enterprise (Áudio & Vídeo Profissional, Cibersegurança, Segurança Eletrônica, Automação e TI).

A ClickIP rapidamente atingiu seu objetivo inicial e, em 2017, já era reconhecida como o melhor e mais estável serviço de Internet de Manaus, alcançando as principais redes de distribuição de conteúdo (CDNs) – foram dos 1.100 assinantes iniciais para mais de 90 mil hoje. Porém, a visão de negócios dos sócios sempre foi mais ambiciosa. "Traçamos um plano de longo prazo cujo primeiro passo foi construir uma rede metropolitana para conectar as zonas da cidade de Manaus. O segundo passo seria construir um datacenter para deixar o conteúdo mais próximo do cliente e hospedar toda essa infraestrutura imprescindível para a operação do ISP, que entendemos ser um ambiente de missão crítica", relembra Neilson Reis.

Em 2020, acompanhando o desenvolvimento do mercado nacional e vendo o uso de datacenters por parte de provedores para ampliar o potencial do negócio, os empreendedores da ClickIP decidiram fazer um investimento mais robusto e construir um Datacenter Edge de uso comercial em Manaus, seguindo todas as normas internacionais de certificação, assegurando um serviço de alta qualidade e disponibilidade ao cliente que optasse por hospedar seus dados nesse local.

Modelo As a Service

O passo que faltava para viabilizar o projeto e reforçar a parceria com a WDC Networks veio justamente da inspiração de um caso de sucesso entregue pela distribuidora de TI e Telecom paulista de um datacenter implantado na cidade de Limeira, interior de São Paulo. "Já conhecíamos o modelo de negócios TaaS da WDC quando ainda éramos concorrentes e atuávamos como provedores independentes, contratando a modalidade para aquisição dos nossos equipamentos. Agora resolvemos expandir nossa parceria para um projeto maior", comenta Maykon Souza, sócio da ClickIP.

O TaaS funciona como um serviço de assinatura de tecnologia: o integrador firma um contrato de uso dos equipamentos mediante valor mensal pré-determinado com a WDC. Desta forma, o integrador troca o Capex (capital expenditure) por Opex (operational expenditure), sem precisar afetar muito seu fluxo de caixa e ainda com vantagens fiscais.

É desta forma que os empresários estão finalizando a instalação de um datacenter com mais de 680 m², 34 racks úteis e que será uma ferramenta importantíssima em Manaus para reduzir a latência do sinal de Internet, um grande diferencial para a região. O investimento de R$ 18 milhões inclui construção civil, aquisição de terreno, soluções voltadas para datacenter e toda a infraestrutura de um datacenter de ponta.

Backbone do Norte ao Sudeste

As decisões ousadas da ClickIP surgem do desafio logístico que é trabalhar como provedores de Internet na Região Norte do país. Até o ano de 2014, quando Manaus foi uma das cidades-sede da Copa do Mundo no Brasil, a conexão de Internet para a região era feita por rádio, usando antenas, ou pela única rota por via aérea, que pertencia a uma grande operadora de forma exclusiva. Foi para o grande evento esportivo que se estendeu até lá o "linhão", como chamam a conexão via OPGW (Optical Ground Wire), cabos de fibra óptica integrados às redes de transmissão de energia elétrica.

Os sócios da ClickIP têm uma visão ampla sobre a importância logística da conexão de Internet e se tornaram parceiros de duas iniciativas público-privadas, como Consorciados das Infovias 00 e 01 do Programa Norte Conectado, para melhoria da rede e construção de um backbone de longa distância na Região Norte. E foram além: estão construindo o seu próprio backbone, que vai de Porto Velho, capital de Rondônia, a Araraquara, no interior do estado de São Paulo, percorrendo mais de 2.450km por três regiões brasileiras.

Trata-se de um IRU (Indefeasible rights of use) de OPGW que conta com 22 estações de repetição de sinal, possibilitando abertura de tráfego em 17 delas para venda de sinal a outros ISPs, das quais 13 são construções novas da ClickIP e outras quatro são propriedade da linha de transmissão – equipadas com DWDM, 48 canais, capacidade de transmissão de canais de 100Gbps a 200Gbps para longas distâncias e até 400Gb em transmissões de menor distância. O empreendimento tem financiamento de um edital de inovação para a parte de eletrônica, recursos próprios da empresa e TaaS da WDC para a construção e equipagem das 22 estações.

"Nesta rota nós contamos com 13 racks inteligentes completos na parte de IoT, as outras estações já estão em instalações climatizadas. São racks completos com sistema anti-incêndio, ar-condicionado de precisão, corredor quente-frio e tudo controlado de forma remota, por isso nossa decisão por esse tipo de equipamento", destaca Reis, falando da distância não apenas pela extensão do backbone, mas pela experiência de viver e trabalhar em uma região onde muitas viagens são feitas apenas de barco ou avião.

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