Desktops ainda reinam no ambiente corporativo, diz pesquisa

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Os bons e velhos PCs podem estar fora de moda, relegadas por declarações dos mais radicais de que a plataforma será substituída por smartphones, tablets e wearables. Mas não nas corporações. Neste ambiente, os PCs ainda reinam em absoluto, revela pesquisa Spiceworks.

"Os desktops ainda são absolutos no local de trabalho", escreveu Peter Tsai, um analista sênior de tecnologia. De acordo com pesquisa da Spiceworks realizada em julho, 60% dos funcionários das organizações representadas por 998 profissionais de TI nos EUA, Canadá e U.K confiaram em um PC desktop como seu dispositivo de computação primário.

Seguindo os desktops, 27% dos respondentes dizem que utilizam laptops, de acordo com a pesquisa da Spiceworks. Os 13% restantes foram divididos entre clientes finos (5%), tablets (3%), smartphones (2%) e por fim entre 2 em 1 que exibem características de tablet e laptop. Apenas 1% dos empregados reconheceram usar nenhuma das plataformas sugeridas, o exemplo mais conhecido do que é o Surface Pro da Microsoft.

A pesquisa da Spiceworks mostrou que as empresas continuam não apenas dependentes do computador pessoal, mas que é improvável que mudem. Os profissionais de TI, para simplificar, não se sensibilizam com os apelos de se apoiar em dispositivos diferentes dos PCs.

Mais da metade dos entrevistados disse que acreditam que a maioria dos trabalhadores nunca usaria um dispositivo móvel como seu dispositivo principal. Apenas 21% concordam que a maioria dos funcionários consideraria um dispositivo móvel como ferramenta preferida até 2023.

Os métodos de entrada do PC – e as vantagens de produtividade que proporcionam ao celular – continuam sendo os motivos pelos quais os gerentes de TI percebem o contínuo domínio de desktops e notebooks. O último, no entanto, terá uma fatia crescente da torta de gastos: quase metade dos profissionais de TI disseram que suas empresas iriam aumentar os gastos em laptops, enquanto apenas um quarto dizia o mesmo para desktops.

"Embora seja verdade, as PCs de mesa provavelmente se tornarão menos prováveis no futuro, talvez cedendo lugar a laptops, os desafios de usabilidade quando se trata de tarefas comerciais importantes evitarão que tablets e smartphones assumam o controle no local de trabalho", disse Tsai, da Spiceworks.

A confiabilidade foi, de fato, o maior sucesso, quando Spiceworks perguntou aos profissionais de TI o que os levou a escolher um fornecedor de dispositivos, concentrando 87% das respostas. O desempenho, que veio no nº 2, e a segurança, no nº 3, receberam 68% e 62%, respectivamente. O preço caiu para a 4a posição, com 54%, enquanto o estilo acabou por último, com 4% falando dizendo que era importante.

Como a Dell foi considerada a fabricante de PCs mais confiável – 34% de "confiabilidade" associada à empresa do Texas, mais do que a HP (28%) ou a Lenovo (23%) – não foi uma surpresa que a Dell que tenha concentrado a preferência dos consumidores, quando os profissionais de TI foram questionados sobre os seus planos de compra. Vinte e cinco por cento dos que explicaram suas expectativas de compra para a Dell disseram que iriam aumentar as despesas, um número significativamente maior do que o resultado obtido pelos outros fabricantes. A HP no segundo lugar e o terceiro lugar da Microsoft, por exemplo, obtiveram 17% e 15% para maiores gastos.

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