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Estudo manda empresas se "arriscarem" para sobriver ao período de disrupção tecnológica

Postado em: 13/08/2019, às 19:57 por Redação

Ao longo dos últimos oito anos, 72% de todos os setores da indústria notaram um aumento no processo de disrupção. Atualmente, um total de 41 trilhões de dólares (uma combinação de valor de capitalização de mercado e dívida líquida) está exposto a essa evolução, segundo novo estudo da Accenture.

O estudo "Breaking Through Disruption: Embrace the Power of the Wise Pivot" tem como base o Índice Disruptability Index da Accenture, que mede o nível atual de disrupção de 18 indústrias, bem como a sua suscetibilidade às mudanças futuras, por meio da análise de 10 mil empresas listadas em bolsa.

Períodos de Disrupção

Edições anteriores do estudo mostram que, ao contrário do que crê a maioria, disrupção não é imprevisível e possui um padrão definido por quatro períodos distintos – Durabilidade, Vulnerabilidade, Volatilidade e Viabilidade – estabelecido com base no atual nível da indústria e em sua suscetibilidade futura:

• As indústrias que se encontram no período de Durabilidade demonstram forte resiliência e desempenho consistente, mantendo os disruptores a uma distância segura, pelo menos por enquanto. É exatamente nesse período que as companhias têm grandes oportunidades para buscar e testar novas ideias de negócios.

• Já no período de Vulnerabilidade, os pontos fracos da indústria, como falta de inovação e investimentos insuficientes, tornam-se aparentes. As empresas que se encontram nesse período contam com os benefícios da presença contínua de barreiras para a entrada de novos players. Assim, muitas confiam instintivamente nessas barreiras para fugir da disrupção.

• Em seguida, no período de Volatilidade, os grandes disruptores entram no mercado e passam a acessar novas fontes de valor, transformando pontos até então considerados fortes em fraqueza. A maioria das empresas se concentra em resolver questões urgentes relacionadas aos seus negócios principais.

• No período de Viabilidade, indústrias em estágio embrionário ou reformuladas buscam sustentar altos índices de inovação e apresentam vantagem competitiva de curta duração, uma vez que novos disruptores não param de surgir. Aqui, a oportunidade não está apenas em expandir o negócio principal, oferecendo novos produtos nos mercados existentes, mas em investir na presença de produtos já existentes em novos mercados.

A nova edição do estudo questiona a percepção equivocada de que a disrupção surge de forma repentina e tem curta duração. Na verdade, ela é persistente. Entre as indústrias pesquisadas, 83% permaneceram pelo menos cinco anos no mesmo período do processo entre os anos de 2011 e 2018. Além disso, o estudo mostra que os diferentes players da indústria estão atentos às ameaças da disrupção e que todas as 18 indústrias ficaram mais resilientes aos seus impactos.

"As empresas que querem responder à disrupção constante precisam deixar suas antigas e confortáveis estratégias de negócios que não funcionam mais para trás", explica Omar Abbosh, diretor executivo da área de Communications, Media & Technology na Accenture. "Empresas de sucesso fogem da disrupção lançando mão de tecnologias disruptivas, testando novas ideias e aprendendo formas de se manterem próximas à fronteira da inovação".

Disrupção para quem quer se reinventar

O estudo cita várias empresas inovadoras que estão crescendo apesar da disrupção de seus setores. Um exemplo é a Microsoft, que investiu pesado em inovação e, ao mesmo tempo, impulsionou sua lucrativa plataforma Windows para o futuro. Além de investir em inteligência artificial e computação em nuvem, a Microsoft inovou em diversas áreas, desde holoportation (um sistema completo para telepresença de realidade aumentada e virtual), traduções instantâneas de voz e até mesmo em uma vacina contra o HIV.

Outro exemplo é a Schneider Electric, destaque de um episódio recente do podcast Pivot to the Future, apresentado pela Accenture. "O processo de transformação tem sido intenso e muito benéfico para nós", disse Jean-Pascal Tricoire, presidente e CEO da Schneider Electric, durante o programa. "Nós triplicamos de tamanho. Éramos uma empresa de atuação mais regional e focada na Europa e hoje somos uma empresa global. De produtos independentes passamos a oferecer produtos conectados, que já compõem quase 50% de nossas vendas atuais. E, à medida que nos tornamos digitais, ficamos cada vez mais próximos dos nossos clientes".

Sucesso em períodos de disrupção

A Accenture identificou quatro ações fundamentais que as empresas devem tomar para estarem prontas para inovar de forma diferente e se destacarem das demais em momentos de disrupção:

1. Crie sua próxima inovação. Abrace novas tecnologias a fim de desenvolver ideias com potencial disruptivo, tanto dentro quanto fora de seu setor.

2. Invista nas suas apostas futuras. Reforce progressivamente e distribua seus investimentos em inovação para testar e transformar novas ideias em realidades comerciais em menos tempo.

3. Encontre parceiros à altura. Invista no escalonamento de suas novas ideias com parceiros que ofereçam acesso a tecnologias e talentos especializados.

4. A disrupção vem de dentro. Crie uma divisão especializada, como um "laboratório de inovação" ou uma "fábrica digital", a fim de trazer inovações significativas para o seu negócio.

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