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Twittter proíbe acesso de agências de inteligência dos EUA a serviço de análise de mensagens

Postado em: 09/05/2016, às 16:01 por Redação

O Twitter cortou o acesso das agências de inteligência dos Estados Unidos a seu serviço de análise de mensagens publicadas em mídias sociais, abrindo mais um flanco de tensão entre empresas do Vale do Silício e o governo norte-americano na discussão envolvendo terrorismo e privacidade. A decisão da rede de microblogs, que não comenta sobre a medida, foi confirmada por um funcionário de órgão de inteligência e outras fontes familiarizadas com o assunto ao The Waal Street Journal.

O serviço envia alertas sobre ataques terroristas, agitação política e outros eventos importantes fornecidos diretamente pelo Twitter, que proibiu que a Dataminr, única empresa autorizada a ter acesso ao conjunto das mensagens publicadas no site da rede de microblogs, disponibilize seu programa que analisa posteriormente os dados. O jornal americano afirma que o Twitter é contrário à possibilidade de que as autoridades recorram ao Dataminr, na qual detém cerca de 5% de participação.

Executivos da Dataminr disseram que o Twitter não quer que a empresa continue a prestar o serviço às agências de inteligência. A rede de microblogs tem uma política de restrição a terceiros, incluindo a venda de seus dados para agências do governo para fins de vigilância.

O software da Dataminr detecta padrões em centenas de milhões de tuítes por dia, dados de tráfego, agências de notícias e outras fontes. Ele combina os dados com informações de mercado e geográficas, entre outras coisas, para determinar se informação tem credibilidade e se é potencialmente acessível. Ele teria permitido aos serviços de inteligência identificar o risco de ataques em Paris em novembro, pouco antes dos atentados na capital francesa, afirma o The Wall Street Journal. Também teria informado aos clientes sobre os ataques em Bruxelas, antes da divulgação pelos meios de comunicação, completa o jornal.

A empresa disse que notificou os clientes sobre o ataque em Bruxelas, ocorrido em março passado, dez minutos antes dos meios de comunicação, e forneceu alertas sobre os ataques do grupo terrorista Estado Islâmico a refinarias de petróleo, a crise política brasileira, entre outras reviravoltas súbitas no mundo.

Em um comunicado, o Twitter disse que seus "dados são em grande parte públicos e que o governo dos EUA pode rever suas contas públicas por conta própria, como qualquer usuário".  Ainda segundo a empresa, a mudança não afeta o serviço fornecido pela Dataminr à indústria financeira, meios de comunicação ou outros clientes de fora da comunidade de inteligência.

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