Estudo mostra que RPA ganhou escala na América Latina

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Segundo o estudo RPA Latam 2020 Insight produzido pela Practia. a pandemia provocada pelo novo coronavírus alterou o cenário do RPA na América Latina. Se em 2019 as principais motivações para o investimento em automação eram custos mais baixos, melhoria de desempenho e aumento da renda, em 2020 os propulsores para a automação passaram a ser, principalmente, a continuidade e resiliência dos negócios, a geração de insights e a redução de riscos, como indica a figura.

A Practia realizou uma análise em mais de 400 empresas de alto nível na América Latina para saber como a automação se desenvolveu nelas no ano passado. De acordo com o relatório, as empresas latino-americanas que iniciaram a implantação do RPA aumentaram 8% em relação a 2019, passando de 36% para 44%.

O relatório mostrou ainda que o número de empresas na América Latina que não possuem um processo de automação planejado caiu de 17% para 11% em 2020 e que o dimensionamento do RPA nas empresas da região aumentou de 18% para 21%, indicando que as empresas latino-americanas estão apostando na transformação digital em geral e no RPA especialmente.

O aumento foi puxado, principalmente, pelo setor Financeiro – em 2020 48% das empresas do setor iniciaram processos de automação e 25% estão escalando as soluções, contra 33% de empresas que iniciaram sua automação em 2019 e 18% escalonaram a tecnologia. O setor de Varejo também puxou esse crescimento do RPA, uma vez que as grandes varejistas foram pressionadas a melhorar seus sistemas de vendas online para atender à crescente demanda de seus clientes, como destaca o relatório, somando a isso a forte demanda em logística para a entrega dos produtos.

Segundo o relatório, o RPA está planificado em pelo menos 37% das empresas de varejo entrevistadas, iniciado em 34% delas e já em escala em 21%.

"Sem dúvida, a pandemia destacou a necessidade de ganhar agilidade na operação e, principalmente, garantir a continuidade dos negócios. Diversos setores foram diretamente impactados e precisaram recorrer de forma urgente ao RPA para não sucumbirem. É o caso de supply chain, que, segundo a pesquisa 'Comprador de TI Bain Covid-19' foi um dos setores com maior grau de automação em 2020, isto para citar apenas um setor. Mas, evidentemente, diversos outros precisaram se modernizar, uma vez que novas demandas surgiram com a pandemia, um novo perfil de consumidor se acentuou e as relações comerciais mudaram drasticamente", avalia Edgar Garcia, diretor comercial da UiPath para a América Latina.

Na visão do executivo, o RPA deve ganhar cada vez mais corpo dentro das empresas e dos mais diversos segmentos de mercado, assumindo um papel transformacional, isto é, marcando mudanças nos modelos operacionais das empresas e demandando que os líderes tenham uma visão mais estratégica da automação para os negócios.

"As empresas estão apresentando resultados diferentes ao demonstrar os benefícios da automação. Isso vai disparar a vantagem competitiva daqueles que estão 'fazendo certo' sobre aqueles que não conseguem avançar adequadamente. Ter uma estratégia clara e organizacional, uma seleção correta dos processos a automatizar e uma plataforma suficientemente escalável, segura e poderosa para acompanhar o seu caminho são fatores chave de sucesso", afirma Adrián Fiz, CEO da Practia Internacional.

"Acreditamos que as organizações vão caminhar para o conceito de empresa totalmente automatizada, que significa adotar uma abordagem proativa para a automação, avaliando onde a tecnologia pode impactar de forma positiva e equilibrando o trabalho entre os robôs de software e os colaboradores. Com isso, as empresas ganham em desempenho, ROI, competitividade e os funcionários evoluem em suas carreiras ao assumirem papéis mais estratégicos, menos burocráticos", conclui Garcia.

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