Telefónica eleva a oferta e propõe sair do capital da PT

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A Telefónica deu mais um cartada na tentativa de adquirir a participação que a Portugal Telecom tem na Brasilcel, sociedade que controla a Vivo e é detida em partes iguais por ambas as empresas. Além de elevar a oferta para 6,5 bilhões de euros, o grupo espanhol dá aos portugueses a chance de venderem o ativo de imediato ou em fases, dentro de um prazo de três anos.
Em caso de aceitação da oferta, a Telefónica concede à PT – ou à alguma sociedade por ela indicada – o direito de adquirir a participação que a Telefónica tem na Portugal Telecom. A venda da participação da Telefónica seguiria o mesmo modelo que a compra da parcela da PT na Brasicel, em fases ou de imediato. "A oferta poderá ser exercida imediatamente ou em fases, durante três anos, por um preço equivalente a média da cotação das ações da PT na Euronext Lisbon em um determinado período posterior à presente data", diz comunicado da Portugal Telecom enviado à CMVM, o órgão que regula o mercado de ações em Portugal. A Telefónica é o maior acionista da PT com uma participação de 10%, o equivalente a cerca de 760 milhões de euros.
Assembleia geral
O conselho de adminstração da PT já se reuniu nesta terça-feira, 1, e deliberou pela a convocação de uma assembleia geral de acionistas para discutir a proposta. A Telefónica tem esperanças de que a decisão sendo tomada pelo conjunto dos acionista possa ser favorável à venda e, por isso, vinha reivindicando a convocação da assembleia desde a recusa pelo conselho de administração da oferta anteiror, de 5,7 bilhões de euros. Como o conselho da PT aceitou em convocar a assembléia, esta nova oferta que é válida até o dia 30 de junho poderá ser prorrogada.
De acordo com o comunicado da PT, entretanto, "a oferta não reflete o valor estratégico deste ativo". O conselho de admnistração da PT destacou três executivos para negociarem a proposta junto à Telefônica até a data da realização da assembleia: o chairman, Henrique Granadeiro; o Chief Executive Officer (CEO), Zeinal Bava; e o Chief Financial Officer (CFO), Pacheco de Melo.

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