Brasileiros não confiam nos serviços de transações on-line, aponta pesquisa

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O Instituto de Pesquisa & Data Analiytics Croma Insights, realizou 9080 entrevistas divididas em oito ondas no período de 15 de fevereiro a 29 de abril de 2020, analisando o comportamento do brasileiro na pandemia Covid-19 Coronavírus. Segundo o estudo, as transações on-line, muito utilizadas neste período, despertam preocupação em relação à segurança envolvida para mais da metade dos entrevistados (51%).

No estudo destaca-se o relato de 1/3 das pessoas afirmando que deixaram de concluir alguma transação on-line em virtude dessa preocupação com segurança ou medo de cair em algum golpe/fraude. Caiu o percentual de entrevistados que acreditam que a vida voltará ao normal em dois meses (de 50% para 46%), prorrogando a expectativa deste retorno para o segundo semestre.

As enormes filas mostradas diariamente nos telejornais comprovam não só a dificuldade de acessos em sistemas digitais como o medo de perderem o pouco que resta em suas contas, contribuindo assim para o crescimento de aglomerações e propagação do vírus, visto que muitos ainda circulam pelas ruas sem o uso de máscaras.

"Uma das grandes barreiras dos brasileiros em relação à compra on-line sempre foi a exposição de seus dados pessoais e o medo de golpes. Com o isolamento social, as compras pela internet tornam-se mais necessárias e mais pessoas passaram a fazê-las, no entanto, a falta de segurança e a desinformação sobre a quem recorrer em caso de problemas intensificam o receio em realizar esse tipo de transação', afirma Aurélia Vicente, diretora do Instituto de Pesquisa e Data Analytics do Grupo Croma.

Hábitos de consumo durante pandemia e pós-pandemia

80% declaram que já compraram máscaras reutilizáveis de tecido, indicando uma tendência de uso para o atual momento da pandemia e também para um período pós-pandemia. Hábitos de consumo de streaming de vídeos (77%), cozinhar (64%), assistir lives (60%) seguem muito presentes na quarentena. Na linha de novas tendências para o pós-pandemia vão se confirmando no pensamento da população o home office (64%), a busca por novos conhecimentos (58%) e a educação a distância (58%), indicando a necessidade de adaptação das empresas para este formato não presenciais para o trabalho, o ensino, serviços e consumos. O hábito de lavar tudo que entra em casa deve ser mantido por 53% dos entrevistados. O que pode ser um desafio e oportunidade para os fabricantes de embalagens. Shows, teatros, cinemas e academias foram os mais prejudicados pelo coronavírus e 62% dos entrevistados só retomarão os eventos sociais e esportivos depois da vacina contra o Covid19.
Marcas com posicionamento positivo

Itaú, Ambev e Magalu, com doações em dinheiro, ajuda a microempresários e produção de álcool em gel, seguem como as marcas mais lembradas durante a pandemia. 89% dos entrevistados consideram positivo o impacto das marcas durante a pandemia, 62% dizem que isso os faz querer consumir produtos ou serviços dessas marcas indicando uma possível fidelidade pós-pandemia.

Celulares (15%), televisores (8%) e notebooks (7%) foram os itens de bem de consumo duráveis mais comercializados desde o início da pandemia, enquanto 60% não compraram nenhum bem de consumo, poupando as reservas para contas, alimentação e itens de higiene. Para o dia das mães, o comércio deverá manter as suas portas fechadas, causando a maior queda de vendas no dia das mães dos últimos anos.

Segundo o estudo, permanece alta a preocupação da população brasileira com a pandemia (80%) entre os muitos e os extremamente preocupados. O impacto financeiro é visível principalmente para o grupo de 26% que estão sem rendimentos por não poderem trabalhar, mas também atingem outros grupos como aqueles que já tiveram suas jornadas de trabalho reduzidas (10%) ou com férias forçadas (10%) e os que já estavam sem emprego antes da pandemia (15%).

A metodologia adotada para o estudo foi o painel on-line Toluna aplicada em todo o Brasil e analisada pelo Grupo Croma. Padrões comportamentais, a grande preocupação frente à pandemia e a insegurança dos entrevistados com os serviços de transações on-line são os destaques desta nova onda, bem como o surgimento de novas marcas lembradas pelos brasileiros.

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