LGPD reforça a importância da transparência na proteção da identidade digital dos clientes

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  Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sancionada em setembro, legitima o tratamento dos dados com o propósito de autenticar as pessoas de forma segura. Sem dúvidas, o maior benefício é a transparência, que devolve ao cidadão o controle sobre seus dados. Então, como implementar um programa de governança de dados de maneira mais eficiente e respeitando a privacidade?

A cada dia, o cidadão tem que disponibilizar uma variedade de informações ao fazer um cadastro, que vão do CPF ao email, da data de nascimento ao celular. Quantas vezes alguém desistiu de um cadastro para uma compra, por exemplo, por causa das inúmeras etapas? Ou por terem pedido alguma informação que não seria relevante?

O primeiro motivo que faz com que esses dados precisem ser apresentados várias vezes para validar as operações é a burocracia decorrente de processos pré-definidos e nunca repensados. Essa prática afasta os consumidores, acarreta o acúmulo desnecessário de dados, que além de não reunir os atributos de qualidade, ainda desrespeita os princípios da necessidade e adequação e pode agravar incidentes de segurança da informação.

Um vazamento que exponha dados traz consequências legais e de reputação para a empresa. Esse cenário pode se tornar ainda mais prejudicial para as empresas quando o incidente de segurança da informação estiver associado com categorias de dados, escala e proporção que sejam irrelevantes para a empresa atingir o objetivo do tratamento. A própria LGPD estabelecerá, a partir de agosto de 2021, multa de até R$ 50 milhões por violações, mas há outras leis, como o Código de Defesa do Consumidor, que já amparam os cidadãos.

Já as fraudes são o segundo motivo pelo qual as empresas exigem tantas informações de cada um. O Brasil é o segundo país do mundo com mais tentativas de fraude, uma a cada 16 segundos, segundo a Serasa Experian. Felizmente, com todos os avanços da tecnologia, é possível evitar golpes de forma simples, rápida e segura.

No mundo virtual, a identidade digital de uma pessoa é composta pelo conjunto de documentos agrupados que contém dados específicos a seu respeito, e que pode ser usada para proporcionar mais segurança e diminuir os custos e riscos com fraudes de identificação. Isso ocorre porque, como cada pessoa é única, a identidade digital pode ser utilizada como um passaporte de autenticação pelo próprio titular dos dados, que poderá definir como e em quais situações sua identidade digital poderá ser utilizada.

Na prática, a digitalização de dados e documentos que estão armazenados em sua identidade digital garante que a pessoa tenha total controle sobre seus dados para usá-los de acordo com sua conveniência.

Para eliminar as barreiras mencionadas e implementar um programa de governança de dados surgiram as IDTechs, startups que utilizam tecnologia para autenticar as transações e proteger os dados pessoais. Com soluções como a biometria facial, as IDTechs fazem a comprovação de que a pessoa por trás de uma transação é ela mesma a partir de suas características únicas, no caso, o rosto. Guardam, portanto, sua identidade digital.

Com os desafios diários dos negócios, a gestão de dados não pode ser mais uma dor de cabeça. Oferecer transparência e uma experiência positiva ao consumidor é impactar diretamente na competitividade e na qualidade do serviço. E se manter as informações de forma segura para as pessoas e para as empresas é o core das IDTechs, ambas as partes se beneficiam.

Samanta Oliveira, head de Proteção de Dados da Acesso Digital.

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