Redes 3G brasileiras interrompem 89% dos vídeos transmitidos, diz Skyfire

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No Brasil,  89% de todos os vídeos transmitidos por várias redes 3G  interrompem a reprodução para recarregar o conteúdo. Mais de 40% de todos os vídeos nessas redes foram transmitidos a uma taxa abaixo de 300 Kbps. Esses problemas geram frustração e muitos usuários desistem de assistir ao material.

A informação é da Skyfire, subsidiária da Opera Software que oferece otimização em nuvem de vídeos móveis. A empresa combinou seus dados globais sobre o volume de vídeos móveis trafegando pela rede com dados de pesquisa sobre largura de banda realizada pela OpenSignal, empresa especializada em redes sem fio, para avaliar as redes brasileiras tendo por referência o mês de setembro de 2013.

Na avaliação dos analistas da Skyfire, velocidade abaixo de 300 Kbps é insuficiente para a reprodução de vídeos em dispositivos móveis. Nesse tipo de equipamento, eles dizem, um vídeo em alta definição requer cinco ou dez vezes mais largura de banda. Além disso, vídeos de aplicativos populares como Vine e Instagram utilizam taxa de bits muito maior (900-1300 Kbps), e, por esse motivo, a reprodução frequentemente demora muito para começar.

O desempenho das redes 2G do Brasil foi ainda pior, alertam os analistas. Mais de 70% de todos os vídeos reproduzidos via redes 2G sofreram muitas paradas (quando o tempo necessário para carregar o vídeo representa 10% ou mais do tempo total de reprodução), e mais de 94% dos vídeos pararam durante a reprodução para recarregar o conteúdo.

Jeff Glueck, vice-presidente executivo de soluções para operadoras da Opera Software, diz que a pressão que operadoras no país já sofrem para ampliar a capacidade das suas redes deverá aumentar com a proximidade da Copa do Mundo FIFA 2014 e Olimpíadas de 2016, que serão realizadas no Brasil. A expectativa é que os dois eventos impulsionem ainda mais a demanda por vídeo em dispositivos móveis no país.

O executivo lembra que, de acordo com o Índice de Rede Visual, produzido pela Cisco, o tráfego de dados móveis no Brasil deve atingir o expressivo volume de 251.518 terabytes de dados por mês até 2017, com vídeos móveis representando 72% desse consumo. Em comparação, até 2017 os vídeos móveis devem representar 66% de todo o tráfego de dados móveis no resto do mundo.

Na avaliação do vice-presidente, as operadoras brasileiras têm a oportunidade de realizar a implementação regional de LTE em paralelo com a otimização de vídeo, para ampliar a capacidade das redes 2G, 3G e 4G, no país inteiro.

"Com a disponibilidade de soluções pontuais, baseadas em nuvem e prontas para a tecnologia NFV (Network Functions Virtualization ou Virtualização de Funções de Rede), entre as quais a Rocket Optimizer, uma solução da Skyfire, o Brasil tem a oportunidade de implementar essa tecnologia dentro do prazo necessário", diz ele.

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