Após estagnação, área de informática projeta crescimento em 2013

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Apesar de área de informática ter registrado crescimento zero neste ano — superando marginalmente as expectativas de uma pequena contração devido à queda nas importações — com faturamento igual ao de 2011, de R$ 43,5 bilhões, as empresas do setor esperam uma retomada do crescimento em 2013. A estimativa é de uma expansão de 5%, o que, se confirmado, representará um faturamento de R$ 45,7 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

De acordo com dados da Abinee, as exportações do segmento de informática neste ano totalizaram US$ 368 milhões, cifra 13% inferior ao ano anterior, enquanto as importações apresentaram queda de 4%, atingindo US$ 3,2 bilhões.

“Além do crédito farto e do alarde sobre o mau desempenho da economia mundial, que acaba abalando a confiança do consumidor, nosso grande problema tem sido a perda de competitividade das empresas brasileiras, independente da origem de seu capital. O chamado custo Brasil tem elevado os custos de produção e encarecido os produtos aqui fabricados quando comparados a produtos importados, principalmente os de origem asiática”, apontou o diretor da área de informática da Abinee, Hugo Valério.

O executivo acredita que, apesar de muitos segmentos da indústria eletroeletrônica ainda não terem sido contemplados com incentivos como a desoneração da folha de pagamento e a inclusão de mais produtos na Lei do Bem, haverá ajustes nas regras, de forma a viabilizar a inclusão dos mesmos. "As perspectivas para 2013 dependerão da solução dos fatores que impactam nossa competitividade e os investimentos serão mantidos se o mercado demonstrar vigor e aquecer a demanda por produtos de TI."

Setor de telecomunicações

O cenário descrito por Valério também impactou o setor de telecomunicações. Por conta dos baixos investimentos das operadoras em razão da crise internacional, as perspectivas iniciais de expansão de 35% para a área de telecom neste ano não se confirmaram. O segmento cresceu 14%, com faturamento de R$ 22,6 bilhões, em relação a 2011. As exportações sofreram com as restrições argentinas e caíram 37%, movimentando US$ 565 milhões. Já as importações atingiram US$ 2,6 bilhões, com queda de 19%. Para 2013, a projeção é de que o faturamento da área alcance R$ 24,2 bilhões, o que representaria um crescimento de 7%.

De acordo com Paulo Castelo Branco, diretor de Telecomunicações da Abinee, a indústria eletroeletrônica brasileira chega às vésperas de 2013 ainda com um cenário de incertezas. Se, por um lado, as condições internas de competitividade melhoraram um pouco, o cenário externo continua muito complicado e ainda sem sinais de melhoria a curto prazo. “Apesar disso, o crescimento da base instalada de celulares e de acesso à internet continuou firme em 2012. As novas tecnologias tais como 4G, Small Cells e Femtocells trazem perspectivas de negócios interessantes que devem se iniciar no próximo ano”, concluiu.

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