Provedores: tendências que um diretor de tecnologia deve acompanhar

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A consultora multinacional IDC aponta um crescimento de 9,2% do mercado de telecomunicações e tecnologia da informação brasileiro só em 2014. Muito dessa realidade deve-se à recente aprovação da Lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC). No entanto, o papel de um profissional também destaca-se nesse processo de ascensão: o diretor de tecnologia.

O alinhamento entre todos os sistemas utilizados por um provedor, que garante a qualidade do serviço prestado aos consumidores, é missão do CTO presente em cada organização. Tal zelo, somado ao acompanhamento das novas compras e projetos que envolvem a área de Tecnologia da Informação, é tão importante quanto o investimento em soluções robustas. A fim de incentivar o preparo para esse cenário, aponto três tendências a serem acompanhadas e, dependendo do contexto empresarial, adotada por cada CTO:

1) Servicificação nos fornecedores de tecnologia: a migração da simples venda e representação de produtos para oferta de soluções na forma de serviço pode ter impacto positivo para o diretor de tecnologia de um provedor que busca bons fornecedores. Afinal, é mais vantajoso encontrar soluções desenvolvidas para sanar problemas específicos do seu provedor, certo? Empresas de TI brasileiras seguem cada vez mais nessa linha, vale ficar atento no lançamento de pacotes completos para o seu negócio.

2) Soluções personalizadas: Conforme destacado no item anterior, a entrega de soluções adaptadas à realidade e necessidade do mercado brasileiro torna-se bastante comum, o que se mostra como um passo além da servicificação. Em alguns casos, até operações regionais são beneficiadas – algo extremamente positivo para um gestor de tecnologia em um provedor de pequeno/médio porte. Trata-se da chamada 'tropicalização' das tecnologias para telecomunicações, que reflete o amadurecimento do mercado nacional e, da mesma forma, das exigências de empresas.

3) Consolidação do triple play no Brasil: as quatro maiores operadoras de telefonia brasileiras já sugerem pacotes para o consumidor com telefone fixo, TV por assinatura e acesso à internet. A oferta crescente de triple play se dá, principalmente, pelo avanço das tecnologias disponíveis no Brasil. Um exemplo: com o padrão GPON (ou GEPON) para redes de fibra óptica, é possível oferecer os três serviços de maneira integrada, sem perda de qualidade de sinal na telefonia e com boa imagem para a TV, dado o uso de IPTV nesse sistema. Vale atenção para esse perfil de atendimento.

Tal postura de um CTO é importante para que um provedor possa destacar-se em momentos estratégicos como durante um grande evento esportivo mundial – período em que usuários costumam utilizar mais os serviços de banda larga, TV e telefonia, por exemplo, e devem ser surpreendidos.]

Ricardo May, presidente da Cianet

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