Quando o espaço do local de trabalho é determinante para estimular os colaboradores

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No painel sobre os espaços de trabalho, Hugo Silveira, diretor de Comunidade da We Work em São Paulo, falou como uma das  empresas pioneiras no  fornecimento de espaços de trabalho compartilhados para comunidades de tecnologia e serviços para empreendedores, freelancers, startups, pequenas e grandes empresas, revolucionou o mercado mundial desde sua fundação, tendo hoje uma presença global.

"Pouca coisa mudou nos últimos séculos desde revolução industrial no modo das pessoas trabalharem. Hoje é imprescindível que este ambiente seja o mais agradável e eficiente possível", aponta o diretor da We Work. "Fica claro que três tendências se destacam  neste mundo como: automatização e AI; workplace experience – tornar o ambiente de trabalho agradável, mais eficiente e a "Cultura Milenial", esta geração de pessoas que valoriza mais o ser do que o ter, que trabalha mais para ter satisfação, senso de pertencimento e propósito", diz o executivo

Marcio Magalhães, global head of Workplace Services Delivery na Sanofi, mostrou o desafio de uma empresa na implantação do digital workplace numa empresa com mais de 100 mil colaboradores, quer seja pelos projetos ou suporte cotidiano das atividades da empresa.

"Em empresas globais, pela sua escala, existe uma dificuldade natural de transformar os escritórios, o parque fabril e o delivery, entretanto a tecnologia que promove um ambiente de trabalho ágil e dinâmico, contribui para que para integração e colaboração entre as áreas seja efetiva integrando toda a estrutura da companhia", salientou.

No caso da Sanofi o programa global de digital workplace inclui muitas áreas, como vendas, parque fabril, pesquisadores entre outros e possui também  um programa que integra a TI,  RH e Business Transformation, e tem que levar as mudanças para todas as pessoas que compões o staff da empresa no mundo", disse Magalhães, "A chave para que toda esta estrutura mude está sedimentada na comunicação, na conectividade e na colaboração".

Para Alexandre Caminha, sócio-diretor da Fabris, o espaço colaborativo para o digital workplace é uma realidade que continua em mudança.  As experiências com coworking vão além de construir espaços colaborativos entre profissionais. "Quando se opera um espaço de trabalho como são os coworking de hoje, vemos que esta oferta passou a ser um shopping center, dado os elementos de convivência entre empresas, passou-se a integrar especialidades de trabalho, experiências diferentes que podem suprir as demandas entre este profissionais que estão ali naquela arquitetura física e operacional", pontuou.

Porém um aspecto muito subjetivo também passa a fazer parte dos projetos de workplace de agora em diante. Trata-se da Neuroarquitetura. Segundo a arquiteta Priscila Bencke, da Bencke Arquitetura, a produtividade está intimamente ligada ao bem-estar do profissional e dessa forma o workplace design pensa no conforto, aconchego e inspiração de seus usuários, tende a ser uma ferramenta estratégica para a empresas que querem ser bem-sucedidas.

"A  união de duas ciências que estudam as reações do  sistema nervoso ao ambiente arquitetônico e como isso  influencia  a experiência  do trabalho, dá foco aquilo que é o mais importante nas empresas  que são as pessoas", diz a arquiteta, " O smart workplace no Brasil , que vive um ambiente econômico de muita ansiedade e stress pode usufruir muito desse conceito.

Como disse a especialista, "90% do tempo das pessoas são vividos dentro de ambiente construídos, se este ambiente gerar bem-estar e promover a saúde dos usuários, eleva a motivação e consequentemente a produtividade".

A importância do digital workplace para empresas e marcas líderes

Os novos modelos de negócios e organizações diferentes setores vêm notando os benefícios da estratégia de priorizar a transformação dos escritórios em espaços dinâmicos.

Matheus Fonseca, talent acquisition e employer branding da Movile – ecossistema de empresas como iFood, PlayKids, Wavy, Sympla, Maplink e Zoop, (à direira na foto) contou sobre a experiência da própria holding e como a cultura tem impacto sobre como a empresa é vista, internamente e externamente.

"Seis pontos principais impactam nosso espaço de trabalho. Não existem  silos e nem salas ( todos tem acesso a tudo e à todos ao mesmo tempo); somos transparentes ( em tudo para que todos tenham acesso à informação possível); as pessoas usam todo o espaço  (as pessoas ficam o quanto precisam no espaço confortável); a co-criação está presente (o ecossistema para criação de soluções de problemas ou desafios); respiramos tecnologia e estamos conectados ( itens de tecnologia – janelas virtuais entre escritórios –tudo para que sintam no mesmo espaço) e o próprio ecossistema que é único não há receita e sim olhar para sua própria cultura', disse.

Sergio Póvoa, chief Human Resources Officer da OLX, diz que a importância do digital workplace na companhia está principalmente em estimular a equipe no trabalho em espaços de integração, onde criatividade e inovação possam vir à tona.

"O espaço de trabalho deve sempre promover a cultura da empresa, precisa ser flexível. No nosso caso gostamos de ver que há uma diversidade de pessoas, com experiências diferentes, estamos sempre no mesmo ambiente e naturalmente a cultura digital da empresa se mostra por meio dos nossos meetups, no home office, em videoconferências, do modelo open space e das ferramentas colaborativas", conta Póvoa.

O executivo lembra que o mais importante é que o "chefe" aquele que comanda a empresa tem que acreditar no modelo para tudo funcionar. Tudo deve estar impregnado na cultura da companhia desde a comunicação até os aspectos mais importantes de qualidade de vida de todos os colaboradores", finaliza.

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