Dados assumem protagonismo na transformação digital, dizem painelistas

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Com crescente volume de dados amealhados pelas empresas e o crescimento exponencial de dados gerados e compartilhados entre pessoas, robôs e instrumentos, a necessidade de entendê-los e utilizá-los corretamente é mais do necessário. E para que essa interpretação de valor ocorra, o gerenciamento de soluções analíticas e big data devem ser perfeitas, em tempo real, com entrega segura conforme a demanda. Essa foi uma das constatações do painel que abordou o tema de Big Data e Analytics, na 2ª edição do Data Management Forum, que terminou nesta quinta-feira, 29.

Segundo Vinícius Ormenesse, Chief Data Officer da Gyra+A, plataforma do crédito para pequenas e médias empresas e que utiliza dados de forma inteligente para oferta de seus produtos, é desse universo de expectativa de uma entrega de informações relevantes que nasce a cultura de dados.

Uma cultura orientada a dados é aquela que firma resoluções que trazem resultados mais precisos por meio da coleta de dados e análise. A cultura de dados nas empresas, também chamada de cultura analytics, permite que esse mar de informações seja compilado em um só lugar, para que todas as áreas da instituição tenham acesso fácil e ágil àquelas informações.

"Neste escopo da cultura de dados saliento um grande alicerce que é a democratização de dados entre todos os entes da empresa, a fim de cada um deles tenha acesso a informações e possa assim responder aos problemas que se apresentam, e aliado a ela, a própria engenharia de dados que trata da transformação para atividades que tem o objetivo dar uma utilidade prática à grande quantidade de informação disponível", disse.

Vinícius lembra também que no futuro, seja qual for a área da economia a qual a empresa pertença, a engenharia de dados será responsável por modular os dados de forma cada vez mais exata para que a organização possa ter insights e valor.

Segundo Victor Rodrigues, Customer Advisor do SAS, "não há dúvidas de que a presença tecnológica no cotidiano operacional das empresas abre espaço para o desenvolvimento de novos métodos de trabalho, sempre com o objetivo de simplificar processos e desenvolver uma nova perspectiva estratégica para os colaboradores", argumentou. "Quando observamos a transformação digital impulsionada nos últimos anos, os dados exercem um protagonismo inegável acerca das mudanças, na medida em que se mostra uma ferramenta produtiva e favorável à obtenção de diferenciais competitivos. Seguindo esse pensamento, a mudança não é exclusivamente processual e sua influência nessa transição ao digital com uma cultura organizacional suficientemente madura para receber a tecnologia e aplicá-la em suas operações, faz com que as equipes tenham predisposição para valorizar os insights gerados pelos dados. Quanto maior for a receptividade do time aos potenciais ganhos obtidos pela análise dos dados, potencialmente melhores serão os resultados alcançados", conceituou.

Segundo ele, tornar acessível a transformação de informações em insights valiosos, a valorização humana também é garantir eficiência e produtividade para toda empresa.

"A melhoria dos modelos de negócios advém do maior número de detalhes e informações que se tem dos clientes e essa industrialização dos dados é um processo estimulado pelo Analytics e pela engenharia de dados.  Tornar estes dados acessíveis e transformá-los em insights consistentes, é o primeiro passo para firmar um compromisso estratégico para o negócio", reiterou o especialista da SAS, " A ideia por trás da democratização de dados é criar uma cultura analítica nos ambientes de trabalho. Hoje, fica claro que é uma tendência do futuro que já está no presente", disse.

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