Estudo da Anahp mostra o crescimento do setor privado da Saúde

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Em 2013, os 55 membros associados da Anahp , da época (hoje são 60), alcançaram um faturamento da ordem de R$ 17,3 bilhões, geraram mais de 100 mil empregos e responderam por 20% do total das despesas assistenciais na saúde suplementar e 11,5% do total de leitos privados existentes no Brasil.

Esses são os números contabilizados pelo estudo Observatório Anahp, a partir de estudos sobre o mercado de saúde suplementar e desempenho econômico-financeiro, assistencial, operacional e de gestão de pessoas dos hospitais membros da entidade.

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A publicação ainda chama a atenção para o crescimento do mercado, com aumento de 4,6% do número de beneficiário em 2013, adicionando 2,2 milhões de novos usuários ao sistema, maior crescimento médio dos últimos três anos. Esse indicador supera até as estimativas mais otimistas realizadas no ano passado pela Anahp com relação à necessidade de ampliação dos leitos em toda a rede hospitalar do País. De acordo com os estudos, se o mercado crescesse a uma taxa de 2,1% ao ano – no período de 2013 a 2016 – haveria a necessidade de um investimento de R$ 4,3 bilhões em 13,7 mil leitos. A uma taxa de crescimento de 4,1%, os investimentos necessários passariam a R$ 7,3 bilhões para 23,2 mil leitos.

Apesar do crescimento da demanda, os indicadores de desempenho financeiro dos hospitais indicam desequilíbrio entre despesas e receitas. A receita líquida por saída hospitalar cresceu 5,1% em 2013 em relação a 2012, índice inferior ao avanço das despesas, que aumentaram 6,1% no mesmo período, comprometendo a margem das instituições.

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Além disso, é possível observar aumento de glosas de 2,9% da receita líquida em janeiro de 2012 para 3,2% em dezembro de 2013, e dos elevados prazos médios de recebimento, que chegaram a 88 dias em dezembro de 2013, e o crescimento das despesas em ritmo superior aos índices de reajustes de serviços.

A despesa com pessoal por saída hospitalar, principal custo dos hospitais, representando 42,7% do total, avançou 7,4% em 2013 em relação a 2012. "Entre os hospitais Anahp, o salário médio cresceu 9,9% no período, passando de R$ 1.938 para R$ 2.130, se apresentando como um dos principais fatores que contribuem para o crescimento das despesas", explica Francisco Balestrin, Presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp).

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Outro ponto importante evidenciado no Observatório Anahp é o envelhecimento da população atendida nos hospitais associados à entidade. A idade média dos pacientes internados passou de 37 anos em 2008 para 43 anos em 2013. Em termos de diagnóstico, os indicadores mostram uma maior incidência de neoplasias — de 10,4% do total de internações em 2012 para 11,9% em 2013 — e da prevalência de diabetes, além de outras doenças, como a pulmonar obstrutiva crônica, insuficiência cardíaca e hipertensão, entre outras.

Como resultado, o tempo médio de permanência dos pacientes nos hospitais representados pela Anahp cresceu de 4,5 para 4,7 dias, sendo que para as faixas etárias acima de 75 anos esse indicador supera os 10 dias. Por outro lado, essas internações apresentaram maior complexidade dos casos, ampliando o tempo médio de permanência e elevada taxa de pacientes residentes (acima de 90 dias), que alcança 0,7% do total de internações.

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Do perfil de seus hospitais membros, 90% são de porte quatro – o que significa maior complexidade de estrutura assistencial, de acordo com a classificação estabelecida na portaria nº 2224, do Ministério da Saúde. Essa estrutura permitiu que 56% dos associados realizassem quase 1.300 transplantes de diversos órgãos, como coração, rim, fígado, pâncreas, medula, entre outros.

O Observatório Anahp mostra ainda que para atender a essa demanda as instituições membros contam com um amplo apoio diagnóstico: 95% possuem tomógrafo e 90% aparelho de ressonância – estrutura primordial para as quase 670 mil internações e 585 mil cirurgias realizadas em 2013.

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