Oi apresenta falhas em indicadores da banda larga fixa no PR, RJ e RN

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A Anatel divulgou nesta sexta-feira, 30, os resultados das medições da banda larga fixa realizadas nos estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo no mês de julho. Foram avaliadas as prestadoras naqueles estados com mais de 50 mil usuários — Ajato (Telefônica), Cabo Telecom, CTBC/Algar, GVT, Net, Oi, Sercomtel e Vivo. Todas elas, com exceção da Oi, foram aprovadas em todos os indicadores mensurados pela agência, a saber: velocidade instantânea (mínimo 20% da velocidade contratada em 95% das medições); velocidade média (mínimo 60% da velocidade contratada); latência bidirecional (até 80ms em no mínimo 85% das medições); jitter — variação de latência (até 50ms em no mínimo 80% das medições); perda de pacotes (até 2% em no mínimo 85% das medições); e disponibilidade (99% em no mínimo 85% das medições).

A Oi não alcançou, no Paraná e no Rio de Janeiro, a meta relacionada à perda de pacotes, alcançando 83,64% e 77,72%, respectivamente. No Rio Grande do Norte, o problema se deu na latência bidirecional, onde a operadora ficou dentro da meta em apenas 14,02% das medições.
No índice de velocidade instantânea, o destaque foi para a GVT em São Paulo, que atingiu 100% e reverteu o quadro de junho, onde havia sido a de pior desempenho no Estado, e a Net no Paraná, também com 100% (mantendo mesmo índice de junho). Os piores índices, embora dentro da meta da agência, foram da Oi, que registrou 95,96% no RJ; 97,47% em MG (empatada com a CTBC); e 95,37% no PR. No RN, o pior desempenho foi da Cabo Telecom, com 95,89%.

No indicador de velocidade média, por sua vez, mais uma vez operadoras chegaram a entregar mais banda do que a contratada: GVT no RJ (100,55%); Net em SP (101,55%) e no PR (101,67%); e a Cabo Telecom, no PR (100,64%). A Oi também respondeu pelos piores desempenhos no RJ (76,27%), MG (85,92%), PR (81,42%) e RN (81,62%). Em SP, o pior foi o serviço de banda larga via cabo da Telefônica Ajato, herdado da TVA, com índice de 86,81%.

A Anatel mediu a velocidade média nos Estados para planos de até 2 Mbps e de acima de 2 Mbps. Em MG, a velocidade média da CTBC em planos acima de 2 Mbps foi de 7,66 Mbps; da GVT foi de 12,91 Mbps; da Net, 11,05 Mbps; e da Oi, 6,59 Mbps. No PR: GVT com 14,59 Mbps; Net com 11,40 Mbps; Oi com 6,16 Mbps e Sercomtel com 5,93 Mbps. No RJ: GVT, 18,81 Mbps; Net, 12,16 Mbps; e Oi, 6,78 Mbps. Em SP: Ajato, 17,53 Mbps; GVT, 16,59 Mbps; Net, 11,23 Mbps; Vivo, 7,54 Mbps; e CTBC, 4,75 Mbps. No RN: Net, 9,96 Mbps; Cabo Telecom, 8,94 Mbps; e Oi, 7,23 Mbps.

A Anatel tem 197 mil voluntários de 27 estados cadastrados no programa medição da qualidade da banda larga da Entidade Aferidora da Qualidade (EAQ). São mais de 6,5 mil equipamentos gerando medições e mais de 100 milhões de registros de medições contabilizados. A agência estima mais de 10 mil equipamentos gerando medições até novembro deste ano.

Cronograma

A próxima etapa no cronograma da Anatel é a de instalar medidores nos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal, com a divulgação de resultados a partir de outubro. Em seguida, até o dia 31 de outubro, os demais estados da Federação terão a instalação dos medidores, com a divulgação de resultados a partir de dezembro.

A agência começou a medir também a qualidade da banda larga móvel em MG, PR, RJ e SP. A medição não utiliza voluntários e avalia apenas as taxas de velocidade instantânea e média. É feita com medidores instalados em escolas atendidas pelo Projeto Banda Larga nas Escolas Públicas Urbanas, em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Seguindo o cronograma das medições da banda larga fixa, os demais estados brasileiros deverão ser incluídos na aferição até o final de outubro.

Todas as operadoras avaliadas atenderam à meta referente à taxa de transmissão média, de no mínimo 60% da velocidade contratada. Em relação à taxa de transmissão instantânea (mínimo 20% da velocidade contratada em 95% das medições), a Vivo não atingiu a meta no Rio de Janeiro (91,09%); e em São Paulo não alcançaram a meta TIM (89,51%) e Vivo (93,55%).

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