Tendências de cloud computing no cenário pós-pandemia

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Não é novidade para ninguém que a cada dia que passa estamos em um mundo mais conectado, tecnológico e disruptivo. A tendência é que as transformações impulsionadas pela pandemia avancem ainda mais, tanto nas nossas vidas quanto na rotina das organizações ao redor do mundo. Quando falamos especificamente do ambiente corporativo, vimos muitas empresas quebrando tabus com trabalho remoto, lançamento de aplicativos, adesão a diferentes soluções de tecnologia e migração para a nuvem; e isso é bastante positivo para o desenvolvimento dos negócios.

Para se ter uma ideia do que ainda vem pela frente, basta observar as projeções que o Gartner fez até o final do ano. Estima-se que o mercado mundial de serviços de nuvem pública cresça 6,3%, totalizando US$ 257,9 bilhões, contra US$ 242,7 bilhões em 2019. É esperado, ainda, que o Desktop Como Serviço (DaaS) tenha o crescimento mais significativo do ano, com incremento de 95,4%. São apenas alguns exemplos de dados que não podem ser ignorados.

O primeiro grande impacto dos movimentos da pandemia dentro das organizações foi a intensificação do uso de cloud computing, seja para garantir que a força de trabalho atuasse de maneira remota ou em decorrência de diversas restrições para se ter acesso a data centers e entregar equipamentos e soluções. Isso, sem falar na gestão destes ambientes on-premises. Na nuvem tudo já está pronto. Basta acessar e usar.

Quando a pandemia se instalou no Brasil, as organizações que já estavam inseridas na Transformação Digital navegaram com mais tranquilidade. Dentro delas, foi possível criar ambientes de operação em segundos, movimentá-los de forma segura entre data centers regionais ou internacionais e ligar e desligar ambientes de forma facilitada. São casos que podem ser enxergados como bons exemplos para empresas que ainda se mantêm resistentes com relação à hipótese de migrar os negócios para a cloud.

Agora, olhando um pouquinho mais à frente, minha recomendação é que os executivos de TI mantenham atenção a uma nova tendência que não vai demorar a se instalar, principalmente entre as organizações que precisam de escalabilidade: o modelo Everything as a Service (EaaS), que na tradução livre para o português significa Tudo Como Serviço. Ele amplia o conceito do que já vem sendo feito com infraestrutura (Infrastructure as a Service – IaaS), plataforma (Platform as a Service – PaaS) e software (Software as a Service – SaaS).

O motivo para a minha crença no sucesso do EaaS é simples: os decisores estão avaliando melhor os seus investimentos. Os mais maduros já se deram conta de cinco fatores: a maior parte das soluções já operam em nuvem; cada momento da empresa tem uma necessidade específica; essa demanda pode ser alterada da noite para o dia – por exemplo, diante de uma pandemia -; e a tecnologia evolui a passos largos. Para esse grupo, não faz sentido adquirir softwares ou infraestrutura quando existe a possibilidade de apenas usufruir dos benefícios que esses itens oferecem, inclusive pagando-se apenas pelo que se consome.

Na adesão ao modelo EaaS deve-se sempre priorizar pela segurança e privacidade das informações. Afinal, os dados de negócios e de terceiros são os principais ativos de uma organização, seja por estratégia ou por questões legais, como as impostas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A empresa que contrata o serviço ganha com aumento de produtividade, agilidade, facilidade na adaptação do negócio diante de demandas pontuais ou fixas, redução de custos, facilidade na gestão, otimização dos recursos e inteligência na operação.

Reconheço que a migração para esse modelo de operação não é simples. Por isso, recomendo que sua organização só ingresse nesse novo momento ao lado distribuidores e fornecedores de tecnologia que ofereçam um atendimento consultivo, de ponta a ponta, ou seja, do primeiro contato ao suporte. Na escolha dos melhores profissionais, dê preferência àqueles que se mantenham atentos aos movimentos da Transformação Digital, com comprovada capacidade técnica e operacional para fornecer, implementar, reparar e gerenciar as soluções.

A indústria 4.0 está impulsionando organizações de todo o mundo, incluindo os seus concorrentes. Você não quer que a sua empresa fique de fora desse movimento, não é mesmo. Pelo menos, eu recomendo que você faça parte desse novo mundo!

Edilson Pimentel, CTO da Nublify.

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