Arquitetura centrada em dados: sua empresa está pronta?

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O volume global de dados chegará a 175 zetabytes até 2025, segundo a IDC, um crescimento de 61% comparado com a base atual; e cerca de 30% de todos os dados gerados serão consumidos em tempo real. Trata-se de um aumento explosivo, que torna o armazenamento de cópias de dados muito mais complexo. Além disso, acessar cópias se torna cada vez mais um recurso menos restrito ao processo de backup, já que as tecnologias necessárias para extrair valor dos dados, como Machine Learning (ML), exigem acesso a essas informações para trazer resultados eficazes aos negócios.

Esse aumento do volume de dados, aliado à capacidade de atualizações refinadas de lógica, exige banco de dados cada vez maiores, capazes de armazenar quantidades gigantes de informações e as empresas precisam de uma arquitetura centrada em dados, particularmente voltada a análises preditivas, incluindo IA e Deep Learning.

Nesse caso, ter agilidade, ser flexível e ser simples é muito mais que uma escolha de um produto. É preciso oferecer uma experiência consistente, independentemente de onde ou como os dados são utilizados. Essas inovações se adequam bem ao modelo de armazenamento como serviço que permite às organizações extrair mais valor de seus dados.

Ainda, sobre storage, as tendências mais inovadoras estão concentradas em três conceitos:

Inteligência Artificial

O Deep Learning se transformou em uma poderosa ferramenta de análise preditiva. As redes neurais artificiais são capazes identificar bugs em software e aumentar o rendimento principalmente em indústria com maior nível de complexidade devido ao volume de dados a serem analisados e "treinados" como, por exemplo, linha de produção e colheita agrícola ou diagnósticos médicos. A IA é certamente transformadora mas é essencial lembrar que o sucesso depende da sinergia das melhores práticas de AI e Deep Learning. Essas práticas demandam melhoria contínua por meio de automação, já que o resultado positivo das informações obtidas por meio desse processo de aprendizagem depende completamente da qualidade dos dados que entram.

NVMe – Memória Não Volátil Expressa (Non Volatile Memory Express)

O NVMe é um protocolo que acelera a leitura e o armazenamento de um volume imenso de dados, em ambientes que dispõem de excelência de rede e equipamentos físicos de última geração. Esse sistema inteligente compatível com a tecnologia all- flash é capaz de transformar caminhos engessados em vias livres para que a leitura e o armazenamento de dados sejam realizados com precisão e agilidade. A crescente adoção do NVMe, combinada com recursos de IA, será a melhor opção para potencializar a velocidade na entrega de informações e, como resultado, as empresas terão ganhos imensos em produtividade e desempenho.

Software como serviço

A oferta do software como um serviço surgiu para atender uma demanda crescente que consiste na compra conforme a necessidade ou possibilidade do cliente. O ideal é prover uma combinação da tecnologia com um modelo de negócios que permita upgrade, suporte e atualizações na TI sem a necessidade de investimentos excessivos ou extras em assinaturas ou hardwares.  Essa modalidade pode ser interessante se conseguir reduzir a complexidade e as despesas de gestão da infraestrutura.

Segundo o instituto Gartner, 37% das empresas no mundo todo já investem em Inteligência Artificial e até o final de 2021, cerca de 70% dos CIOs irão aplicar esta tecnologia em suas operações. Isso prova que essas tendências serão fatores decisivos para manter a competitividade nos próximos anos, já que o universo corporativo está cada vez mais centrado nos dados – e as organizações estão dependentes do valor extraído deles (os dados) para tomar decisões mais ágeis e de forma mais assertiva. Não podemos mais escolher entre agilidade, performance e segurança da qualidade da informação. Hoje, temos que ter tudo isso ao mesmo tempo. Felizmente, as últimas inovações estão tornando este cenário possível.

Paulo de Godoy, country manager da Pure Storage no Brasil.

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