CIO, um papel estratégico

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O papel do CIO nas organizações tem atravessado um processo de transformação na última década, quando a missão do profissional deixou de ser somente a de comandar a equipe no atendimento às necessidades das áreas internas da empresa no que se refere à infraestrutura de Tecnologia da Informação e passou a ser principalmente o de idealizar um planejamento de longo prazo. Com o surgimento de soluções que contribuem de forma fundamental para os negócios das companhias, essa abordagem estratégica ganhou ainda mais importância.

Fatores relacionados à economia do País, que levam ao enxugamento no organograma das empresas, no entanto, estão fazendo com que muitas companhias optem por manter somente a figura do gerente sênior de TI em suas estruturas, no lugar do CIO. Esse recurso comumente utilizado com o objetivo de diminuir os gastos com a folha de pagamento é muito recorrente hoje em dia e acaba evidenciando a preocupação da liderança das empresas, principalmente, com as demandas diárias, esquecendo-se de focar nos projetos futuros. É importante ressaltar, ainda, que as implementações tecnológicas no âmbito corporativo precisam de planejamento, tempo e, sobretudo, preparação. Nesse contexto, a ausência do CIO torna-se mais visível.

Percebo no dia a dia que as empresas se dividem entre o perfil predominantemente técnico do gerente de TI e a figura estratégica do CIO e essas diferenças apontam as tendências do mercado profissional na área. Embora o Brasil esteja vivendo, há alguns anos, um período de demanda crescente por mão de obra especializada em tecnologia, por outro lado, é nítido que somente as empresas com a visão mais madura tratam a área realmente como estratégica para suas operações.

O ápice dessa maturidade envolve a atuação dos dois profissionais, o gerente de TI e o CIO, que, em conjunto, poderão contribuir para o perfeito andamento da operação, do desenvolvimento das ferramentas e do planejamento estratégico. O foco na competitividade da empresa não é uma missão somente das linhas de negócio, mas também das células que fazem desse organismo mais integrado e consciente de sua própria importância.

Natassia Araújo, gerente de contas estratégicas na Randstad Information Technologies.

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